quinta-feira, 30 de julho de 2009

Carta de fiel brasileiro à Ecclesia Dei!!!


Pax et bonum!

Há pouco achei algo muito interessante! Um fiel brasileiro dirigiu uma carta à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei no fim de abril e recebeu a resposta há pouco mais de dez dias (18/07).
Seguem primeiro as perguntas e depois as respostas:

1- Após ter entrado em vigor o Motu Proprio "Summorum Pontificum", é necessária a permissão do Bispo Diocesano para que algum padre possa celebrar a Missa Gregoriana?

2- Os fiéis devem dominar a língua latina para poderem assistir a Missa Gregoriana? Ou bastaria apenas um folheto do missal em formato bilíngue (Latim - Português) para que os fiéis possam assistí-la?

3- Um grupo pequeno de fiéis (por exemplo: 8 pessoas), embora seja estável, é insuficiente para que seja celebrada a Missa na Forma Extraordinária?

4- O Bispo Diocesano deve cooperar para que o pedido de Missa Gregoriana feito por um grupo estável de fiéis seja realizado?

5- Os fiéis que não fazem parte do grupo estável poderão assistir a Missa Gregoriana?

6- Poderão ser realizados matrimônios na Forma Extraordinária do Rito Romano?

7- Com a publicação do Motu Proprio "Summorum Pontificum", o Papa Bento XVI deseja que a Missa Gregoriana seja amplamente ofertada nas Dioceses?

8- O Santo Padre deseja que o ensino do Latim volte a fazer parte do currículo dos seminários para que os futuros padres possam celebrar Missas na língua latina?

9- Os Bispos Diocesanos devem seguir as orientações da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei sobre a aplicação do Motu Proprio "Summorum Pontificum" mesmo que o Núncio Apostólico no Brasil possa, hipoteticamente, emitir opinião contrária?


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Por Luís Augusto - membro da ARS

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uso do "Nome de Deus" na liturgia

Ave Maria, Virgo Fidelis!

Tendo em vista que alguém me veio perguntar por que razões a Igreja Católica não utiliza liturgicamente o Nome de Deus na forma do Tetragrama Sagrado, bem assim que, ao arrepio das orientações da Santa Sé, os vocábulos Javé, Iavé ou similares continuam a ser utilizados na música litúrgica, resolvi transcrever as "Orientações sobre o uso do 'Nome de Deus' na Liturgia", emanadas pela CNBB após recebimento por esta Conferência da "Carta às Conferências Episcopais sobre o uso do 'Nome de Deus'", da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O texto completo da Carta da Santa Sé pode ser encontrado aqui, em espanhol. Como não tive tempo de vertê-la ao português, seguem as orientações da CNBB, que resumem a mesma:



Orientações sobre o uso do “Nome de Deus” na Liturgia

A Presidência da CNBB recebeu uma carta da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (29/06/08) com orientações sobre a “tradução e pronúncia, no âmbito litúrgico, do divino Nome significado no tetragrama sagrado – YHWH”. Apresentamos aqui um resumo desta carta.

I – Parte expositiva

a) Na Bíblia, o nome próprio do Deus de Israel, conhecido como tetragrama sagrado ou divino, está escrito com quatro letras consoantes do alfabeto hebraico na forma YHWH, traduzido sob diversas formas de escrita e pronúncia em nossas orações e cantos, como, por exemplo, “Yahweh”, Jahweh”, “Javé” etc.
b) No Antigo Testamento, o santo nome de Deus revelado no tetragrama YHWH, era expressão da infinita grandeza e majestade de Deus, e, por isso, NÃO SE PODIA PRONUNCIÁ-LO, sendo, portanto, substituído, na leitura do texto sagrado, com uma denominação alternativa – ADONAY – que significa “Senhor”.
c) A tradução grega do Antigo Testamento, chamado dos Setenta, usou regularmente o tetragrama hebraico com o vocábulo grego Kyrios, que significa “Senhor”. Uma vez que o texto dos Setenta constituiu a Bíblia das primeiras gerações cristãs de língua grega, em que também foram escritos todos os livros do Novo Testamento, os próprios cristãos das origens nunca pronunciaram o tetragrama divino. Na tradução para o latim, o termo foi traduzido pelo vocábulo “Dominus”, correspondente tanto ao hebraico Adonay como ao grego Kyrios.
d) Na cristologia neo-testamentária, o termo Senhor é reservado a Cristo ressuscitado, proclamando assim a sua divindade (cf. Fl 2,9.11; Rm 10,9; 1 Cor 2,8; 12,3; Rm 16,2; 1 Cor 7, 22; 1 Ts 3,8 etc).
e)O fato da Igreja ter deixado de pronunciar o tetragrama do nome de Deus, além de um motivo de ordem filológico, expressa também a fidelidade à tradição eclesial, uma vez que o tetragrama sagrado nunca foi pronunciado em âmbito cristão nem traduzido em nenhuma das línguas em que a Bíblia foi traduzida.

II – Parte dispositiva

1. “Nas celebrações litúrgicas, nos cantos e nas orações, não se use nem se pronuncie o nome de Deus na forma do tetragrama YHWH.
2. Nas traduções do texto bíblico para as línguas modernas, destinadas ao uso litúrgico da Igreja, empregue-se para o tetragrama divino o equivalente Adonay / Kyrios: “Senhor”.
3. Nas traduções, no âmbito litúrgico, de textos que tenham, um a seguir ao outro, o termo hebraico Adonay e o tetragrama YHWH, traduza-se Adonay com “Senhor” e use-se a forma “Deus” para o tetragrama YHWH”.

Pedimos, portanto, que as equipes de liturgia, entre elas, os responsáveis pelos cantos litúrgicos, fiquem atentos a esta orientação da Congregação para o Culto Divino e façam as devidas adaptações. Na revisão dos Lecionários, do Missal Romano e do Hinário Litúrgico, a equipe de tradutores da CNBB seguirá esta orientação.

Brasília, 29 de outubro de 2008.
Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia

Postado por Edilberto Alves, membro da ARS.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Schola Cantorum Cor Iesu Sacratissimum

Pax et bonum!

Queremos registrar o primeiro exercício da Schola Cantorum Cor Iesu Sacratissimum no ministério do canto litúrgico. De fato, não foi uma primeira "apresentação", visto que a Celebração Eucarística não é um espetáculo.
A ocasião foi a Santa Missa em que se uniram em matrimônio nossos irmãos Edilberto (vice-presidente da ARS) e sua noiva Eliséte, no último sábado, dia 11 de julho.
A Missa começou por volta das 19h30 na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Altos-PI, diocese de Campo Maior.
Os membros que integraram a Schola Cantorum para esta ocasião foram:
Ângelo, Antunes (2º Secretário), Jorge (seminarista e membro do Conselho da ARS), Luís Augusto (1º Secretário), Déborah e Larissa.
O seminarista John, também membro do Conselho da ARS, ajudou no serviço ao altar.
Os cantos da Liturgia foram:

Entrada: Deus in loco sancto suo
Kyriale (Kyrie, Gloria, Sanctus, Agnus Dei, Ite Missa est & Deo gratias) de Angelis
Alleluia VI
Ofertório: In te speravi
Aclamação da anamnese: Mortem tuam annuntiamus
Comunhão: Adoro te devote
Louvor pós-comunhão: Ave verum
Final: Salve Regina

Nós, que servimos neste ministério, aceitamos de bom grado a proposta ousada de cantarmos nessa santa celebração.
A Schola Cantorum continuará estudando a pronúncia do latim eclesiástico e as peculiaridades do canto gregoriano, bem como aumentará seu repertório.

Avisaremos no blog as próximas ocasiões em que a Schola Cantorum for ministrar o canto na Liturgia.




Por Luís Augusto - membro da ARS

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Motu Proprio Ecclesiae Unitatem

"MOTU PROPRIO" DE BENTO XVI "ECCLESIAE UNITATEM"

Sobre a Comissão Pontifícia "Ecclesia Dei"

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a carta apostólica de Bento XVI, em forma de “motu proprio”, "Ecclesiae unitatem", sobre a Comissão Pontifícia "Ecclesia Dei".

* * *

MOTU PROPRIO DATAE
BENEDICTUS PP. XVI

1. A tarefa de custodiar a unidade da Igreja, com a solicitude de oferecer a todos a ajuda para responder de forma oportuna a esta vocação da graça divina, corresponde em particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro, que é perpétuo e visível fundamento da unidade seja dos bispos ou dos fiéis. A prioridade suprema e fundamental da Igreja em todos os tempos, de levar os homens até o encontro com Deus, deve favorecer-se mediante o compromisso de alcançar o testemunho comum de fé de todos os cristãos.
2. Em fidelidade a esse mandato, depois do ato com o qual o arcebispo Marcel Lefebvre, a 30 de junho de 1988, conferiu ilicitamente a ordenação episcopal a quatro sacerdotes, o Papa João Paulo II, de venerada memória, instituiu, a 2 de julho de 1988, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, com a tarefa de colaborar com os bispos, os dicastérios da Cúria Romana e os ambientes interessados, com o objetivo de facilitar a plena comunhão eclesial dos sacerdotes, seminaristas, comunidades ou simples religiosos e religiosas, ligados até então, de várias formas, à Fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre, que desejam permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Católica, conservando suas tradições espirituais e litúrgicas à luz do Protocolo firmado a 5 de maio anterior pelo cardeal Ratzinger e Monsenhor Lefebvre.
3. Na mesma linha, aderindo fielmente à própria tarefa de servir à comunhão universal da Igreja também em sua manifestação visível e fazendo todos os esforços possíveis para que todos os que sentem realmente o desejo de unidade possam permanecer nela ou reencontrá-la, ampliei e atualizei, com o Motu Proprio "Summorum Pontificum", a indicação geral contida no Motu Propio "Ecclesia Dei", sobre a possibilidade de utilizar o Missale Romanum de 1962, através de normas mais precisas e detalhadas.
4. No mesmo espírito e com o mesmo compromisso de favorecer a superação de qualquer fratura e divisão na Igreja e de curar uma ferida sentida cada vez com mais dor no tecido eclesial, retirei a excomunhão dos quatro bispos ordenados ilicitamente por Monsenhor Lefebvre. Com essa decisão, quis eliminar um impedimento que poderia prejudicar a abertura de uma porta ao diálogo e convidar assim os bispos e a Fraternidade São Pio X a reencontrar o caminho para a plena comunhão com a Igreja. Como expliquei na Carta aos Bispos católicos de 10 de março passado, o levantamento da excomunhão foi uma medida no âmbito da disciplina eclesiástica para liberar as pessoas do peso de consciência que representava a censura eclesiástica mais grave. Mas as questões doutrinais, obviamente, permanecem e, até que não se esclareçam, a Fraternidade não tem um estatuto canônico na Igreja e seus ministros não podem exercer de forma legítima nenhum ministério.
5. Dado que os problemas que se devem abordar agora com a Fraternidade são de natureza essencialmente doutrinal, decidi, vinte e um anos depois do Motu Proprio "Ecclesia Dei" e de acordo com o que tinha pensado fazer, reorganizar a estrutura da Comissão "Ecclesia Dei", ligando-a estreitamente com a Congregação para a Doutrina da Fé.
6. A Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" terá, portanto, a seguinte configuração:
a) O Presidente da Comissão é o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé;
b) A Comissão tem seu próprio organograma composto pelo Secretário e os Oficiais;
c) A tarefa do Presidente, ajudado pelo Secretário, será expor os casos principais e as questões de caráter doutrinal para o estudo e discernimento das instâncias ordinárias da Congregação para a Doutrina da Fé, além de submeter os resultados à disposição superior do Sumo Pontífice.
7. Com esta decisão, quis, em particular, demonstrar solicitude paterna para a Fraternidade São Pio X, com a finalidade de reencontrar a plena comunhão com a Igreja.
Peço a todos que rezem sem descanso ao Senhor pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, "ut unum sint".

Dado em Roma, em São Pedro, dia 2 de julho de 2009, quinto ano de nosso Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI

[Texto original em latim. Traduzido por Zenit.
© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana]


Dois anos de Summorum Pontificum

PAX et BONVM!

Embora já passe uma hora do fim do dia 7/7/9, finalmente posto algo sobre este segundo aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum, do papa Bento XVI, sobre o uso da liturgia romana anterior às reformas pós-conciliares.
Rendemos graças a Deus por este documento, pelo qual muito já se enriqueceu a vida litúrgica de muitas paróquias e comunidades religiosas pelo mundo afora. Infelizmente não faltaram (e não faltam) posições preconceituosas e cheias de temores infundados, como já advertera o Santo Padre na carta aos bispos que acompanhava o documento.

Nesta ocasião recordamos também a publicação da mais nova encíclica do Santo Padre - CARITAS IN VERITATE, sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade.

Ainda no contexto do Summorum Pontificum, segue uma notícia interessante sobre o novo apostolado litúrgico dos monges beneditinos de Núrsia (responsáveis pelo próprio Santuário de São Bento):

O dia 7 de julho de 2009 marca o segundo aniversário do Motu Proprio do Papa Bento XVI Summorum Pontificum. Para esta ocasião, os monges de Núrsia têm o prazer de anunciar um novo apostolado litúrgico, dado a nós pela Santa Sé. O Mosteiro de São Bento em Núrsia foi solicitado para celebrar o Santo Sacrifício da Missa in utroque usu – de acordo com as formas ordinária e extraordinária do Rito Romano.

Entrevista com o prior, Fr. Cassian Folsom, OSB

Esta decisão diz respeito ao Concílio Vaticano II?

Seria útil ler cuidadosamente o documento conciliar sobre a Liturgia, Sacrosanctum Concilium. SC 22 diz que: “Regular a sagrada Liturgia compete unicamente à autoridade da Igreja, a qual reside na Sé Apostólica e, segundo as normas do direito, no Bispo”. O Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento, simplesmente reitera esse princípio, e legisla quanto ao uso do rito antigo ao lado do novo. O Papa Bento também enfatiza que o modo de interpretar os documentos do Concílio é pela hermenêutica da continuidade. Esse princípio está também expressado no documento sobre a liturgia onde se diz: "que as novas formas como que surjam a partir das já existentes” (SC 23). O que estamos realmente falando aqui é sobre legitimar o pluralismo, que o Concílio também defende: “Não é desejo da Igreja impor, nem mesmo na Liturgia, a não ser quando está em causa a fé e o bem de toda a comunidade, uma forma única e rígida” (SC 37). Assim, de todo modo, a celebração da Missa in utroque usu diz respeito ao Concílio Vaticano II. Estamos abraçando ambos os usos, e chegando a outros grupos em busca da unidade. Este é um caminho bem conciliar.

Mas isto não significa “atrasar o relógio”?

Pelo contrário, eu vejo um mosteiro “utriusque usus” como algo bem avançado, especialmente em termos de um autêntico ecumenismo. Com isso quero dizer duas coisas. Primeira, o ethos (caráter) da forma extraordinária é muito similar ao ethos de vários ritos orientais, e assim celebrar a Eucaristia de acordo com o Novus Ordo e o Ordo Antiquior permite-nos servir como uma ponte entre Oriente e Ocidente. Segunda, eu penso que precisamos de uma boa dose de “ecumenismo interno” na Igreja, para sermos capazes de dialogar com católicos ligados a formas litúrgicas mais antigas, sem prejuízo ideológico.

Como você, como um liturgista, pode justificar tal decisão?

É precisamente como um liturgista que eu tive a oportunidade de estudar e experimentar a rica variedade de tradições litúrgicas que existe na Igreja. É “politicamente correto” para católicos de rito Latino serem entusiastas do rito Bizantino. Por que não é “politicamente correto” ser entusiasta também da forma extraordinária? A história da liturgia mostra claramente uma multiplicidade de usos dentro do único rito Romano. É graças a vários anos de estudo da liturgia que eu cheguei a ver a importância desta unidade na diversidade. De fato, eu levantei esta questão na presença do então Cardeal Ratzinger numa conferência litúrgica em Fontgombault, na França, em 1997. Como um liturgista, eu também gostaria de dizer que não há um rito perfeito; há aspectos positivos e negativos em todas as tradições litúrgicas. A única liturgia perfeita é a celeste. Além do mais, tanto a forma extraordinária quanto a ordinária podem ser bem ou mal celebradas. Para uma comparação ser justa, devemos colocar o melhor de ambas lado a lado.

Como os dois usos podem influenciar-se mutuamente?

A forma ordinária salienta alguns elementos como a participação dos fiéis, o uso do vernáculo, o desenvolvimento contínuo da liturgia pela adição de novos santos ao calendário, etc.: tudo isto é importante. No risco de simplificar demais, eu diria que a forma ordinária salienta a compreensão racional, oração em prosa, por assim dizer. A forma extraordinária, talvez você o diga, também fornece rico alimento para o intelecto, mas conta muito com o gesto, o simbolismo, a intuição, o silêncio, a ação ritual sem palavras, a oração em poesia. O homem entende tanto racionalmente como intuitivamente. Ele precisa tanto da prosa como da poesia. Se os dois usos, como duas culturas diferentes, puderem pacientemente conviver ao longo do tempo, podem tornar-se amigos.

Que benefício pastoral surgirão deste novo apostolado?

O Mosteiro de São Bento em Núrsia está numa posição única. A vida pastoral da cidade é muito bem servida pelo clero diocesano. A Basílica, por outro lado, não é uma paróquia, mas um santuário, cuja atenção pastoral está focada nos peregrinos que vêm de todas as partes do mundo. Somos uma comunidade internacional servindo a um público internacional. Os peregrinos vêm para uma liturgia especificamente Beneditina, que é caracterizada pelo que eu poderia chamar de um estilo contemplativo ou monástico. Esta é a nossa única contribuição. A forma extraordinária é muito tendente a este estilo contemplativo e até místico, razão pela qual os jovens se sentem tão atraídos por ela. Nós celebramos a Missa na forma ordinária neste mesmo estilo, razão pela qual as pessoas vêm de tão longe e em tão grande número para participar de nossa Missa Dominical.

Não seria melhor ser simplesmente como todos os outros?

Para usar uma expressão tirada do mundo do comércio, crescimento e desenvolvimento dependem de se encontrar um “nicho” que tenha diferencial. Este especial apostolado de celebrar a Eucaristia in utroque usu, faz do mosteiro de Núrsia diferente, único. Tenho certeza de que isso contribuirá para o crescimento da comunidade, numa época em que os jovens não se interessam numa vocação que signifique viver “simplesmente como todos os outros”.


Tradução por Luís Augusto e Ângelo - membros da ARS