segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Conferência de D. Athanasius Schneider no III Encontro Summorum Pontificum de Belém-PA

Pax et bonum!

Já está disponível a gravação da conferência dada por D. Athanasius Schneider (conhecido autor do opúsculo Dominus est, onde se fala muito sobre a comunhão de joelhos) no III Encontro Summorum Pontificum de Belém-PA, que foi realizado nos dias 23, 24 e 25 deste mês.


Esperamos que em breve estejam disponíveis novos materiais advindos deste Encontro.
Louvamos a Deus por tudo que lá foi dito e ensinado. Que seja para o fortalecimento dos ministros e dos grupos de fiéis que se dedicam ao novo movimento litúrgico.

Por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Texto do Rito da Confirmação na Missa

Pax et bonum!

D. Athanasius Schneider conferindo o dom do Espírito Santo na Forma Extraordinária, em jun/11.
Aos que amam a Sagrada Liturgia, de um modo geral, aos catequistas que preparam adolescente e jovens para receberem o dom do Espírito Santo, e para aqueles que gostariam de estudar e compreender, pelo rito, a graça que receberam pela unção com o Santo Crisma, dedicamos este trabalho, onde constam: 
- o Rito da Confirmação na Missa, segundo a tradução brasileira do Ritual;
- as indicações de leituras;
- as Missas Rituais da Confirmação, segundo a tradução brasileira do Missal.
Os textos são da Forma Ordinária do Rito Romano.
O novo Ritual da Confirmação entrou em vigor em 1973, tendo sido preparado e concluído pela então Sagrada Congregação para o Culto Divino em agosto de 1971, quando foi aprovado pelo Papa Paulo VI e promulgado com a Constituição Apostólica Divinæ Consortium Naturæ, de 15/08/1971, cuja leitura também recomendamos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Catecismo - a referência segura e autêntica para o ensino da doutrina católica

Pax et bonum!

Aproximando-se a abertura do Ano da Fé, esta postagem dedica-se a alguns catecismos históricos e oficiais da Igreja ocidental, que por gerações têm servido de grande referência no ensino da sã doutrina católica. De fato, o Santo Padre nos diz que "o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé" (Carta Apostólica sob a forma de motu proprio Porta Fidei, 11).
Se ainda não temos o costume, devemos implantá-lo em nosso cotidiano: nas dúvidas e nos desejos de esclarecimento quanto às verdades de nossa fé, RECORRER AO CATECISMO.
Os catecismo que indicamos abaixo são os "de São Pedro Canísio" (séc. XVI), o "Romano" (de Trento, séc. XVI), o "de São Pio X" (em perguntas e respostas, séc. XX), o "da Igreja Católica" (atualmente oficial, de 1992) e o seu "Compêndio" (retomando o método de perguntas e respostas, de 2005).
Que possam encontrar muitos acessos e downloads por parte de nossos leitores.

O Catecismo Católico de São Pedro Canísio

"Sua obra principal foi seu triplo 'Catecismo'. Em 1551, o Rei Ferdinando I pediu à Universidade de Viena que escrevesse um compêndio da Doutrina Cristã, e Canísio escreveu (Viena, 1555), primeiramente para estudantes avançados, sua 'Summa doctrinæ christianæ... in usum Christianæ pueritiæ' - 211 questões em 5 capítulos (a primeira edição apareceu sem o nome do autor, mas depois todos os três catecismos levaram seu nome); logo um extrato curto para crianças na escola, 'Summa... ad captum rudiorum accommodata' (Ingolstadt, 1556), foi publicado como apêndice ao 'Principia Grammatices'; seu catecismo para os estudantes do grau inferior e médio, 'Parvus Catechismus Catholicorum' (depois conhecido como 'Institutiones christianæ pietatis' ou 'Catechismus catholicus'), é um extrato de seu catecismo maior, escrito no inverno de 1557-58. (...)
O catecismo de Canísio é digno de nota pelos seus ensinamentos eclesiasticamente corretos, suas sentenças claras e positivas, e sua forma branda e nobre. (...)
Durante sua vida, seu 'Catecismo' apareceu em mais de 200 edições em pelo menos 12 línguas. Foi uma das obras que influenciaram São Luiz Gonzaga a entrar na Companhia de Jesus; (...) e até o séc. XVIII, em vários lugares, as palavras 'Canísio' e catecismo eram sinônimos. Ele tornou-se como fundamento e padrão para os catecismos impressos posteriormente".
(Tradução de trecho do artigo da New Catholic Encyclopedia sobre São Pedro Canísio)

Link: Catecismo Católico Trilíngue (em latim, grego e espanhol)

O Catecismo Romano ou Catecismo para os Párocos segundo o Decreto do Concílio de Trento

Este catecismo difere dos outros suários da doutrina cristã para a instrução do povo em dois pontos: ele primeiramente foi intencionado para os padres que têm cura de almas (ad parochos), e goza de uma autoridade igualada por nenhum outro catecismo. A necessidade de um manual popular oficial cresceu pela falta de um conhecimento sistemático entre o clero pré-Reforma e a concomitante negligência de instrução religiosa entre os fiéis. (...)
Pio IV confiou a composição do Catecismo a quatro distintos teólogos: Arcebispos Leonardo Marino de Lanciano e Muzio Calini de Zara, Egidio Foscarini, Bispo de Modena, e Francisco Fureiro, um dominicano português. Três cardeais foram apontados para supervisionar os trabalhos. São Carlos Borromeu chefiou a redação do texto original italiano, o qual, graças a seus esforços, foi finalizado em 1564. O Cardeal William Sirletus, então, deu os toques finais, e os famosos Humanistas, Júlio Pogiano e Paulo Manúcio, traduziram-no para o latim clássico. Ele foi publicado em latim e italiano como "Catechismus ex decreto Concilii Tridentini ad parochos Pii V jussu editus, Romae, 1566". Traduções para o vernáculo de cada nação foram ordenadas pelo Concílio (Sess. XXIV, "De Ref.", c. vii).
O Concílio tinha como intenção fazer do projetado Catecismo o manual oficial de instrução popular da Igreja. (...) Na intenção da Igreja, o Catecismo, embora escrito primeiramente para os párocos, também foi feito para dar um esquema fixo e estável de instrução para os fiéis, especialmente com respeito aos meios da graça, algo tão negligenciado no tempo. Para alcançar este objetivo, a obra seguiu estritamente as definições dogmáticas do Concílio. Ele está dividido em quatro partes:
I. O Símbolo dos Apóstolos; 
II. Os Sacramentos; 
III. O Decálogo; 
IV. A Oração, especialmente a Oração do Senhor.

Link: Catecismo Romano (em português)

O Catecismo Maior ou Catecismo de São Pio X ou Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã

"Outro ramo importante foi o da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, tinha redigido pessoalmente um catecismo e, durante o Episcopado em Mântua, trabalhara a fim de que se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico Pastor, compreendera que a situação nessa época, também devido ao fenómeno da emigração, tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência, independentemente do lugar e das circunstâncias de vida. Como pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, depois se difundiu em toda a Itália e no mundo. Este Catecismo, chamado 'de Pio X' foi para muitas pessoas uma guia segura na aprendizagem das verdades relativas à fé pela sua linguagem simples, clara e específica, e pela eficácia da sua exposição".
(Trecho referente a São Pio X, da Audiência do Papa Bento XVI, 18/08/2010)

Link: Catecismo Maior de São Pio X (em português e em espanhol)

O Catecismo da Igreja Católica

"A 25 de janeiro de 1985, convoquei uma Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concilio. (...)
Nessa ocasião, os Padres sinodais afirmaram: 'Muitíssimos expressaram o desejo de que seja composto um Catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, tanto em matéria de fé como de moral, para que ele seja como um ponto de referência para os catecismos ou compêndios que venham a ser preparados nas diversas regiões. A apresentação da doutrina deve ser bíblica e litúrgica, oferecendo ao mesmo tempo uma doutrina sã e adaptada à vida atual dos cristãos'. (...)
O 'Catecismo da Igreja Católica' é fruto de uma vastíssima colaboração: foi elaborado em seis anos de intenso trabalho, conduzido num espírito de atenta abertura e com apaixonado ardor.
Em 1986, confiei a uma Comissão de doze Cardeais e Bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger, o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos Padres do Sínodo. Uma Comissão de redação, composta por sete Bispos diocesanos, peritos em teologia e em catequese, coadjuvou a Comissão no seu trabalho. (...)
O 'Catecismo da Igreja Católica' por um lado retoma a 'antiga' ordem, a tradicional, já seguida pelo Catecismo de São Pio V, articulando o conteúdo em quatro partes: o Credo; a sagrada Liturgia, com os sacramentos em primeiro plano; o agir cristão, exposto a partir dos mandamentos; e por fim a oração cristã. Mas, ao mesmo tempo, o conteúdo é com freqüência expresso de um modo 'novo', para responder às interrogações da nossa época. (...)
Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão, e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica, e de modo muito particular para a elaboração dos catecismos locais. É também oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32). (...) O 'Catecismo da Igreja Católica', por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. l Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.
(Trechos da Constituição Apostólica Fidei Depositum para a publicação do Catecismo da Igreja Católica redigido depois do Concílio Vaticano II, do Papa João Paulo II, 11/10/1992)

Link: Catecismo da Igreja Católica (em latim e em português)

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

"Há já vinte anos que se iniciou a elaboração do Catecismo da Igreja Católica, pedido pela Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.
Agradeço muito a Deus Nosso Senhor por ter dado à Igreja tal Catecismo, promulgado, em 1992, pelo meu venerado e amado Predecessor, o Papa João Paulo II.
Agora com grande alegria aprovo e promulgo o Compêndio de tal Catecismo.
Ele tinha sido intensamente desejado pelos participantes no Congresso Internacional de Catequese de Outubro de 2002, que, deste modo, se fizeram intérpretes duma exigência muito difundida na Igreja. Para acolher este desejo, o meu saudoso Predecessor, em Fevereiro de 2003, decidiu a sua preparação, confiando a sua redação a uma Comissão restrita de Cardeais, presidida por mim, apoiada pela colaboração de alguns especialistas. No decorrer dos trabalhos, um projeto do Compêndio foi submetido à apreciação de todos os Eminentíssimos Cardeais e dos Presidentes das Conferências Episcopais, que, na sua grande maioria, o acolheram e apreciaram positivamente.
O Compêndio, que agora apresento à Igreja universal, é uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica. Ele contém, de maneira concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja, de forma a constituir, como desejara o meu Predecessor, uma espécie de vademecum, que permita às pessoas, aos crentes e não crentes, abraçar, numa visão de conjunto, todo o panorama da fé católica".


Por Luís Augusto - membro da ARS

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como deve ser o toque da sineta/carrilhão na Consagração?

Pax et bonum!

Algo que às vezes causa dúvidas entre coroinhas é a forma de se tocar a sineta/carrilhão. Quantos toques? Como se tocar?
Há um bom tempo respondemos a um email de uma leitora com esta dúvida, mais especificamente na hora da Consagração. Como poderá ser dúvida de mais alguém, transcrevemos nossa resposta. 
Não se pretendeu escrever um tratado ou um manual sobre a sineta/carrilhão, mas apenas dar o direcionamento geral, segundo a Igreja.

Pax et bonum, caríssima N..
Bem, passemos diretamente para os livros litúrgicos, para vermos o que ele nos dizem do toque da sineta/campainha/carrilhão.
No Missal de 1962 (Forma Extraordinária do Rito Romano), no Ritus Servandus in Celebratione Missæ (VIII, 6) lemos o seguinte:
Interim dum Celebrans elevat Hostiam, accenso prius intorticio (quod non exstinguitur, nisi postquam Sacerdos Sanguinem sumpserit, vel alios communicaverit, si qui erunt communicandi in Missa), minister manu sinistra elevat fimbrias posteriores Planetæ, ne ipsum Celebrantem impediat in elevatione brachiorum; quod et facit in elevatione Calicis; et manu dextera pulsat campanulam ter ad unamquamque elevationem, vel continuate quousque Sacerdos deponat Hostiam super Corporale, et similiter postmodum ad elevationem Calicis.
ou seja
"Enquanto o celebrante eleva a Hóstia, estando já as tochas acesas (que não se apagam senão após o sacerdote tomar o Sangue ou os outros terem comungado, se houver comungantes na Missa), o ministro eleva as extremidades posteriores da planeta (casula) com a mão esquerda, para que não se impeça o celebrante de elevar os braços, o que também faz na elevação do Cálice, e com a mão direita toca a sineta três vezes em cada elevação, ou de modo contínuo até que o sacerdote deponha a Hóstia sobre o corporal, e igualmente durante a elevação do Cálice".
Assim, na forma mais antiga da Missa, toca-se tradicionalmente:
- Quando o padre faz a primeira genuflexão, antes de elevar;
- Quando a Hóstia/o Cálice está elevada(o);
- Quando o padre faz a segunda genuflexão, depois de elevar.
Este é o fundamento das três badaladas curtas.
No Missal de 1970, em sua edição de 2002, na Institutio Generalis Missalis Romani (n. 150), lemos o seguinte:
Paulo ante consecrationem, minister, pro opportunitate, campanulae signo fideles monet. Item pulsat campanulam ad unamquamque ostensionem, iuxta cuiusque loci consuetudinem.
ou seja
"Um pouco antes da Consagração, o ministro, segundo a ocasião, adverte os fieis com um sinal da sineta. Toca-a também a cada elevação, segundo os costumes do lugar".
Assim, vemos que a forma do toque não é rígida, fixa.
Podemos dizer, todavia, que as três badaladas são a forma mais tradicional.
Padronizar pode ser algo bom; fica melhor para se ensinar. Tenha-se o cuidado de, sobretudo entre os coroinhas, alguns não debocharem dos menos experientes ou que tocam diferente. Ensine-se que a Igreja não fixa um modo na Missa na Forma Ordinária. Na Missa na Forma Extraordinária, porém, o ideal é que se faça como o Missal manda.
Como na Missa na Forma Ordinária o sacerdote não faz uma primeira genuflexão, o primeiro toque poderia ser dado logo que se terminasse de proferir a consagração, o segundo no ponto mais alto da elevação, e o terceiro quando o sacerdote fizesse a genuflexão.
Esperamos ter ajudado.
Deus abençoe você.
Uma observação é que há lugares em que, na Forma Extraordinária, toca-se uma vez na primeira genuflexão do sacerdote, três vezes durante a elevação e mais uma vez na segunda genuflexão, para cada consagração.
O vídeo abaixo pode exemplificar o uso que, particularmente, considero mais tradicional.



Por Luís Augusto - membro da ARS

Entrevista com um padre renovado pela Forma Extraordinária

Pax et bonum!

Continuando uma das últimas postagens sobre o sacerdote estadunidense - Pe. Jeffery Fasching da Diocese de Springfield-Cape Girardeau, o mesmo blog de que tirei seu testemunho, o The Catholic Knight, também apresenta uma entrevista, ambos de maio de 2010, que agora vai também traduzida.
Esperemos que seu testemunho e sua entrevista sejam proveitosas para os presbíteros que são leitores de nosso blog.

***

TCK: Pe. Fasching, primeiramente quero agradecê-lo por seu serviço à Igreja e por me conceder esta entrevista. É um prazer e uma honra partilhar este tempo com o senhor. 
Pe. Fasching: Sinta-se à vontade com a entrevista. É um prazer meu ter a oportunidade de responder a algumas questões sobre o Santo Sacrifício da Missa. Estou verdadeiramente sensibilizado pelo interesse de vocês no ministério que Deus me confiou.

TCK: Naquele artigo, o senhor indicou uma renovação geral no modo de ver a liturgia e a Eucaristia através do aprendizado da Missa latina tradicional, também conhecida como Missa "Tridentina", Missa na Forma Extraordinária e Usus Antiquior (ou "uso mais antigo") da Missa. O senhor gostaria de desenvolver um pouco mais este ponto?
Pe. Fasching: No meu artigo anterior, eu disse que experimentei algo como uma "renovação espiritual" no modo de ver a Liturgia e a Eucaristia, desde quando me tornei familiarizado com a Missa Latina Tradicional. Até pouco menos de um ano, tudo que eu conhecia nos meus 15 anos de ordenado era a Missa segundo o Novus Ordo. Quando um irmão padre e alguns amigos introduziram-me ao Summorum Pontificum no outono de 2009, sobreveio-me um entusiasmo que há tempos não sentia. Parte deste entusiasmo devia-se à minha experiência prévia com tantos padres tomando liberdades desnecessárias com a liturgia. Por exemplo, uma vez, numa turma de Iniciação Cristã para Adultos, um padre pediu-me para celebrar o Santo Sacrifício da Missa, enquanto simultaneamente pausava para explicar as várias partes da Missa para a turma! Isto é prática comum de vários sacerdotes. Não creio que me seja necessário explicar aqui por que isto é inapropriado. A questão é que o Summorum Pontificum esclareceu-me que o desejo do Santo Padre é restaurar o sentido do sagrado na Liturgia, que tem sido tristemente perdido nas últimas décadas: "Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós... Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar".
Eu também estava assustado porque percebi que tantos padres santos no transcorrer das gerações ofereceram o Santo Sacrifício com a Missa Latina Tradicional, usando exatamente os mesmos gestos e palavras que eu mesmo estava prestes a conhecer. Ao passo em que comecei a aprender a Missa Latina Tradicional, eu imediatamente experimentei um laço estreito com meu santo favorito, João Maria Vianney. O nosso Santo Padre não somente estava encorajando os padres a aprenderem a Missa Latina Tradicinal, mas também proclamando João Vianney como patrono de todos os sacerdotes! Deus escolheu manifestar a dignidade e a essência do sacerdócio de Jesus Cristo neste humilde padre. São João Maria Vianney exemplifica o que todo sacerdote, seja diocesano ou religioso, deveria lutar por e aspirar ser. Desde que eu estou tantas vezes aquém deste ideal, pensei que pelo menos uma coisa eu poderia fazer exatamente da mesma forma que meu santo favorito fazia!
Soube que outros santos dos tempos modernos, como Padre Pio e José Maria Escrivá, permaneceram celebrando a Missa antiga. Havia certamente uma razão para isto. Ao contrário do que alguns vêem como uma imagem desfigurada do sacerdócio hoje, o sacerdócio de Jesus Cristo permanece atemporal e magnífico em sua essência. Neste nosso tempo, o sacerdócio sofre uma grande necessidade de reforma e renovação. O Summorum Pontificum é uma grande parte da resposta em prol desta renovação, pois ajuda a restaurar a unidade à nossa Lex orandi (a Lei da oração).
Aprender a Missa Latina Tradicional também enriqueceu minha vida de oração pessoal. Por exemplo, cada dia para mim começa com pelo menos uma hora de adoração Eucarística (rezando diante do Santíssimo Sacramento exposto). Quando ofereço o Santo Sacrifício da Missa na Forma Extraordinária, tal como rezo diante do Senhor, eu experimento um laço quase indescritível com a Tradição da Santa Mãe Igreja. Acredito que este laço vem de quando percebo que consagrarei a Eucaristia seguindo as mesmas e exatas rubricas que tantos santos, muito mais santamente que eu, seguiram antes de mim. Sinto uma inequívoca unidade com a Igreja Triunfante através da Liturgia e da Eucaristia.

TCK: Alguns leitores do blog TCK têm pedido esclarecimento sobre sua visão acerca do Novus Ordo (novo ordinário) ou Forma Ordinária da Missa. Eles querem saber se o senhor vê a Forma Ordinária, quando celebrada adequadamente, como de alguma forma deficiente ou incapaz de transmitir algumas graças como a Forma Extraordinária. Como o senhor lhes responderia?
Pe. Fasching: Aprecio o interesse de vários de seus leitores no que diz respeito a esta noção de que a Missa do Novus Ordo seja, de alguma forma, deficiente quando se trata de transmitir graças quando comparada com a Missa Latina Tradicional. Eu não acredito nisso de forma alguma! Estamos falando de duas formas exatamente do mesmo rito. Vamos revisar o ensinamento da Igreja neste assunto, que data do séc. IV.
Quando um sacramento é celebrado de acordo com as normas da Igreja e com fé, a Igreja crê que ele confere a graça que ele significa. Enquanto uma pessoa humana é o ministro do sacramento, é o próprio Cristo que opera: Cristo batiza, Cristo confirma, Cristo absolve, Cristo muda o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue, etc. Agindo em seus sacramentos, Cristo comunica a graça - aquela partilha na vida divina e no amor de Deus - oferecida através de cada sacramento (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1127-28).
Portanto, a Igreja ensinou que os sacramentos agem ex opere operato, ou seja "pelo próprio fato de a ação ser executada". A eficácia do sacramento não depende do ministro humano - seja um bispo, presbítero, diácono ou fiel leigo. Não obstante, os sacerdotes devem sempre fazer o máximo para ser dignos ministros dos sacramentos que celebram, agindo em um estado de graça e refletindo o Cristo em cuja pessoa agem.
Os fiéis precisam rezar pelos seus padres, para que eles tenham a graça de viver santamente e perseverar em sua sagrada vocação. Não podemos esquecer os milhares e milhares de padres e religiosos que devotaram suas vidas ao Senhor e à Igreja, mas que nunca receberam a atenção da mídia por seu bom trabalho.
Em vários lugares, a imagem do sacerdócio católico está em desordem. Vários sacerdotes estão desestimulados por causa das falhas de alguns de seus irmãos padres. Alguns até mesmo se preocupam ou têm vergonha de sair usando o colarinho clerical com medo do que as pessoas irão pensar ou dizer. Vivemos no meio de tempos conturbados. Nosso Santo Padre está sendo perseguido e assim somos muitos de nós. Todavia, a Igreja será purgada e purificada. Como resultado, teremos uma Igreja mais forte, mais santa no final. Graças fluirão das duas formas do mesmo rito, mas os padres que assumirem a intenção de nosso Santo Padre e se esforçarem por viver santamente ajudarão mais rapidamente a Igreja a alcançar seu destino.

TCK: Sei que isto pode parecer uma pergunta tola, mas, como um "Padre Tradicional", o senhor aceita os ensinamentos do Concílio Vaticano II como foram escritos?
Pe. Fasching: Como um padre tradicional, eu aceito em absoluto os ensinamentos do Concílio Vaticano II como foram escritos. Eu gostaria de tomar esta oportunidade para pôr o foco em uma afirmação particular, resultante do Concílio Vaticano II:
"Desejo, portanto, que todos encontremos em Maria a Mãe do Sacerdócio, que vós e eu recebemos de Cristo... no meio do Povo de Deus, que olha para Maria com imenso amor e esperança, vós deveis olhar para Ela com esperança e amor excepcionais. Efetivamente, vós deveis anunciar Cristo que é seu filho: e quem melhor que sua Mãe vos há de transmitir a verdade sobre Ele? Depois, vós deveis nutrir os corações humanos com Cristo: e quem vos pode tornar mais conscientes daquilo que fazeis, se não Ela que o nutriu a Ele (Cristo)? 'Salve, ó verdadeiro Corpo (de Cristo), nascido da Virgem Maria!'. Há no nosso sacerdócio 'ministerial' a dimensão estupenda e penetrante da proximidade da Mãe de Cristo" (Carta do Beato João Paulo II a todos os sacerdote por ocasião da Quinta-feira Santa de 1979).
Maria é a Mãe e a Rainha dos Sacerdotes. Foi do plano divino de Deus querer encarnar-se e tornar-se sacerdote com e somente com o prévio consentimento e cooperação de sua bem-aventurada Mãe. Eu, por minha vez, não teria me tornado seu filho e um sacerdote de Deus a menos que ela o quisesse e me tivesse adotado como filho. Sou tão feliz e grato por pertencer à Bem-aventurada Virgem Maria por sua escolha pessoal e por um imutável e eterno decreto de nosso Pai do Céu. Cristo ama sua Mãe mais que todas as outras criaturas juntas. Eu creio que ele deseja que eu, seu outro eu, a ame até mesmo como ele a amou. Isto eu me esforço por fazer.
Embora Cristo seja Deus, ele desejou receber tudo, enquanto na terra, de sua Bem-aventurada Mãe. Ele fê-la conhecer todas as suas necessidades e dirigiu a ela todas as suas solicitações. Eu tento fazer o mesmo. Deus é infinitamente bom e poderoso e Cristo está pronto para dar-me tudo, como seu sacerdote, mas ele não o fará sem receber um sinal de sua Mãe Imaculada.
Maria é a dispensadora e a medianeira de todas as graças. Tendo Cristo desejado ser inteiramente dependente de sua Mãe, como uma criança pequena, eu creio que para agradar a Cristo eu devo ter essa mesma humilde e amorosa sujeição. Eu tento não empreender nada sem ela ou sem o conselho dela, e esforço-me por pedir sempre à Bem-aventurada Virgem Maria que me ilumine.
Tendo Cristo também desejado ter o consentimento dela não só para receber a vida humana, mas também para entregá-la na Cruz, eu também tento tributar-lhe a homenagem de minha inteira vida sacerdotal, todas as minhas atividades, minhas alegrias e meus sofrimentos. A Bem-aventurada Virgem Maria deu a Cristo sua existência humana e o ofereceu a Deus como um holocausto aos pés da Cruz. Ela está invisivelmente presente em toda Missa que celebro, e comigo, seu filho sacerdotal, continua a oferecer Cristo como vítima a Deus.

TCK: No artigo, o senhor enfatizou a conexão entre a Santa Missa e a Adoração Eucarística. Atualmente, na Igreja ocidental, parece que nisso não há somente uma desconexão mental, mas uma visão casual sobre a Eucaristia em geral. Refiro-me, por exemplo, à comunhão na mão e em pé. O Santo Padre restaurou o costume de se receber a Eucaristia sobre a língua e de joelhos. Isto, é claro, é a prática padrão na Missa latina tradicional, e agora também tornou-se prática padrão em todas as liturgias papais. O senhor acredita que esta prática também deveria ser promovida na missa moderna em vernáculo e o senhor poderia desenvolver este ponto? 
Pe. Fasching: Eu acredito que a prática de se receber a Sagrada Comunhão sobre a língua e de joelhos deveria ser promovida e praticada em todos os tempos, pois ela melhor enfatiza a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda a devoção do fiel e presta-se mais facilmente ao sentido de sacralidade e mistério. Isto são algumas das coisas que se têm perdido nas recentes décadas, particularmente na Missa do Novus Ordo.
Como atleta que jogava futebol americano e basquete na universidade, e como ávido corredor, sou bastante consciente da força necessária nos joelhos para se realizar certas tarefas. Os joelhos são símbolo tanto da força como da humildade. O que fazemos com nossos joelhos evidenciam o que cremos em nossos corações. Quando fazemos genuflexão diante de Cristo no Santíssimo Sacramento, expressamos o que mais importa em nossas vidas. Nos Atos dos Apóstolos conta-se-nos que São Pedro "pôs-se de joelhos e orou" (9,40), e que São Paulo "se pôs de joelhos a orar" (20,36). Uma das minhas passagens favoritas da Escritura, que dá o mais forte fundamento teológico para o gesto de se ajoelhar, encontra-se na Carta de São Paulo aos Filipenses (2,6-11), onde São Paulo escreve: "ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor".
Eu creio que a maneira mais respeitosa de se receber a Eucaristia seja sobre a língua e de joelhos. Quando entramos numa capela de Adoração Eucarística, ajoelhamo-nos para rezar. Por que não nos deveríamos ajoelhar quando então recebemos a própria carne e o sangue de nosso Senhor? Devemos recobrar o respeito e a reverência que a Eucaristia exige por nossas ações exteriores, porque creio que nossas almas estão em risco.

TCK: Parece que há na Igreja uma grande incompreensão entre católicos contemporâneos e tradicionais. Esta incompreensão leva às vezes a uma desnecessária hostilidade entre eles. Talvez tudo isto venha de um inapropriado temor do desconhecido, ou talvez a falsa noção de que todos os católicos tradicionais procuram "fazer a Igreja voltar no tempo". O que o senhor pensa ser necessário para eliminar algumas destas desnecessárias hostilidades e incompreensões?
Pe. Fasching: Parece prevalecer a noção de que os católicos tradicionais querem "fazer a Igreja voltar no tempo". Esta se baseia numa comum falta de entendimento da intenção do Santo Padre. O Papa Bento nos lembrou que a Forma Ordinária e a Forma Extraordinária da Missa são do mesmo rito e estão em igualdade:
"O usus antiquior não é uma peça de museu, mas uma viva expressão do culto Católico... Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós... É um tesouro que pertence a toda a Igreja Católica e que deveria ser amplamente disponibilizado para todos os fiéis... Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar".
Algumas incompreensões comuns a respeito do Vaticano II incluem as seguintes:
O sacerdote de frente para o povo não foi introduzido pelo Vaticano II. Tornou-se prática não escrita na Missa do Novus Ordo sem qualquer diretriz do Vaticano II ou do Missal de 1969. O Cardeal Ratzinger disse, no Introdução ao Espírito da Liturgia, que o padre de frente para a assembleia é tentado “a ser um ator”. A Missa não é uma apresentação, portanto o aplauso é inapropriado. A Missa é um sacrifício e deve transcender a personalidade do sacerdote.
A língua oficial do Novus Ordo é o latim e a Missa pode ser celebrada em latim ou vernáculo.
A prática de se receber a Comunhão na mão não foi pedida pelo Vaticano II. Ela se espalhou como um abuso e foi em seguida aceita pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, em 1977, por uma pequena maioria. Este indulto pode ser revogado a qualquer momento.
O Motu Proprio do Papa Bento, tornando a Missa Tradicional mais acessível, deveria ser visto como uma “reforma da reforma”, uma renovação da Igreja iniciada pela renovação litúrgica. A vasta maioria dos milhares de bispos no Concílio nem desejou e nem ordenou uma reforma radical da liturgia. Nunca foi intenção abandonar o uso do latim ou requerer que o celebrante ficasse de frente para o povo. Nada foi falado sobre ficar de pé para se receber a Comunhão na mão ou sobre colocar meninas para servirem ao altar. Nenhuma menção foi feita sobre o uso de múltiplos Cânones. No Rito Romano sempre houve uma Oração Eucarística.
As várias mudanças na liturgia foram feitas, na maior parte, depois do Vaticano II. A interpretação da intenção do Concílio foi motivada pelo que se tornou conhecido como “o espírito do Vaticano II”.
A mudança mais grave que se seguiu ao Vaticano II foi a perca de reverência. Como resultado, a consciência da Presença Real diminuiu. A Missa Latina Tradicional ajuda a restaurar esta perca de reverência e do sentido da presença real, devido à sua natureza contemplativa. Ela está envolta em silêncio. Há uma clara ênfase na Missa como o mesmo sacrifício que Cristo ofereceu no Calvário, embora de modo incruento. Todo gesto do sacerdote, os sinais da cruz, as genuflexões, são estritamente controlados pelas rubricas. Não há nada de espontâneo. De fato, nosso Santo Padre disse que a grandeza da liturgia depende desta falta de espontaneidade. A Missa é feita para ser um elaborado ritual do “tempo fora do tempo”.
O Santo Padre enfatizou que, através do Motu Proprio, ele deseja enriquecer a liturgia da Igreja inteira e não meramente proteger o direito daqueles que preferem a forma antiga. O fato do Papa Bento tornar a Missa Latina Tradicional mais amplamente acessível não é algo nostálgico e nem "que nos faz voltar atrás”. Na verdade, encorajando uma mais difundida celebração da forma clássica do Rito Romano, ele intenta criar um tipo de ímã litúrgico, trazendo "a reforma da reforma" na direção de uma maior solenidade e reverência no culto da Igreja Católica.

TCK: Mais um vez gostaria de agradecê-lo pelo privilégio de conversar com o senhor, e por nos conceder esta entrevista. Que Deus abençoe o senhor nos trabalhos que o senhor faz para a Diocese de Springfield-Cape Girardeau.
Pe. Fasching: Obrigado, Catholic Knight, por me fazer esta entrevista e por tudo que você faz na batalha contra o relativismo na Igreja. Espero falar com você num futuro próximo.

***

Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

sábado, 11 de agosto de 2012

Convite [atrasado] - Novenário da Padroeira da Cidade

Pax et bonum!

Precisamos dizer um solene mea culpa por não termos conseguido postar o convite do Novenário de Nossa Senhora do Amparo, padroeira de Teresina, a tempo no blog, mas somente via "evento" no Facebook.
Já tendo se iniciado no dia 07, o Novenário termina no dia 16, Solenidade de Nossa Senhora do Amparo e 160º aniversário de nossa capital (Teresina-PI), de quem a Virgem do Amparo é padroeira.

HORÁRIOS DA SANTA MISSA:

- 07h15, para a população em geral (dias 7 a 11 e 13 a 15);
- 19h, para os paroquianos, amigos e benfeitores, mas aberta a todos, com momento fraterno (venda de comidas e leilões) logo após (dias 7 a 15).
No dia 16, Solenidade de Nossa Senhora do Amparo e 160º Aniversário de nossa cidade:
- Missa com Laudes às 07h na Catedral;
- Procissão da Imagem da Virgem até a Matriz do Amparo às 08h;
- Santa Missa solene presidida por S. Exa. Revma. D. Jacinto, nosso arcebispo, às 08h30.
O tema deste ano é "A bem-aventurada Virgem Maria no ministério público de Jesus".

Para quem ainda não conhece, a Matriz do Amparo fica na Rua Rui Barbosa, entre as praças Marechal Deodoro da Fonseca (Praça da Bandeira) e Rio Branco.

No mapa abaixo, a igreja encontra-se indicada pela seta verde.

Exibir mapa ampliado

Por que iPads e smartphones não podem substituir o Missal na Liturgia?


Pax et bonum!

Notícia interessante da ACI Digital.
Nós a reproduzimos e acrescentamos a citada decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia que, assim esperamos, seja largamente seguida pelas outras Conferências do mundo.

Além de vários outros detalhes sérios a serem observados, o uso de um tablet como Missal

VATICANO, 10 Ago. 12 / 10:30 am (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Antônio Spadaro, conhecido popularmente como o "ciberteólogo" do Vaticano, explicou por que os distintos dispositivos móveis como Ipad, Smartphones e tablets não podem substituir o Missal Romano nem os tradicionais livros na liturgia católica. 
O sacerdote, membro do Pontifício Conselho das Comunicações, comentou em seu blog a decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia de negar-se ao pedido de vários sacerdotes do país que solicitaram usar estes dispositivos móveis nas liturgias que celebram.
Através da edição de julho da revista italiana ‘Jesus’, e no seu blog "CyberTeologia", o Padre Spadaro explica como muda o conceito do livro sagrado nos tempos do iPad, e considera que graças aos aplicativos que permitem rezar a oração do Breviário, ou o Missal, como o iBreviary, pode-se difundir o uso dos livros litúrgicos no mundo digital. 
Porém, recordou que "a página do Evangelho, permanece como parte integrante da ação ritual da comunidade cristã".
O presbítero explicou que "é inimaginável que se leve em procissão um iPad ou um computador portátil, ou que em uma liturgia um monitor seja solenemente incensado e beijado", e portanto, "a liturgia, é o baluarte de resistência da relação texto-página contra a volatilização do texto desencarnado de uma página de tinta; o contexto no qual, a página permanece como o ‘corpo’ de um texto".
Finalmente, o ciberteólogo convidou a pensar no Concílio do Trento, o qual abraçou a tecnologia de vanguarda dos seus tempos que foi a imprensa, e "permitiu a criação de edições úteis para a criação de uma liturgia realmente global, quer dizer, uniforme em todas as dioceses e paróquias", concluiu.
Um estudo realizado em 2010 pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz e pela Universidade de Lugano com o apoio da Congregação para o Clero, demonstrou que 17,5 por cento dos sacerdotes do mundo usava internet ao menos uma vez ao dia para rezar a liturgia das horas, enquanto que, até quase 36 por cento, o fazia ao menos uma vez à semana.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23988

Até mesmo o arcebispo primaz do México, o Cardeal Norberto Rivera, já fez uso de tablet como livro litúrgico...

Tradução da decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia:

CONFERÊNCIA EPISCOPAL DA NOVA ZELÂNDIA

30 de Abril de 2012

Caríssimos sacerdotes,


desde a publicação do Missal Romano para uso na Nova Zelândia, temos recebido algumas questões sobre o uso de iPads ou outros tablets, e-readers e telefones celulares por sacerdotes, ao invés do Missal, durante a Missa e outras liturgias.
Os bispos consideraram cuidadosamente este assunto e analisaram o que passa em outros países.
Todas as culturas religiosas [N.T.: todas as fés, no original] possuem livros sagrados que são reservados para aqueles rituais e atividades que estão no coração dessas mesmas culturas [N.T.: fés, no original]. A Igreja Católica não é diferente, e o Missal Romano é um dos nossos livros sagrados. Sua forma física é um indicativo de seu papel especial em nosso culto.
O Missal é reservado para o uso na liturgia da Igreja. IPads e outros disposivitos eletrônicos têm uma variedade de usos, por exemplo: jogar, navegar na internet, assistir vídeos e ler e-mails. Isto basta para tornar seu uso inadequado na liturgia.
A Conferência Episcopal da Nova Zelândia tomou a seguinte decisão sobre o uso de dispositivos eletrônicos no lugar do Missal. Esta decisão aplica-se a todos os sacerdotes nas dioceses da Nova Zelândia:


Com a publicação do Missal Romano surgiu um [grande] número de aplicativos com o Missal para iPad e outros tablets, telefones celulares e e-readers.
Enquanto estes aplicativos são excelentes para propósito de estudo, o iPad (e seus equivalentes), e-readers e telefones celulares não devem ser usados pelo sacerdote na liturgia.
Somente a cópia oficial impressa do Missal Romano pode ser usada na Missa e nas outras liturgias da Igreja.

+John Dew
Arcebispo de Wellington
Presidente

+Patrick Dunn
Bispo de Auckland
Secretário

+Denis Browne
Bispo de Hamilton

+Colin Campbell
Bispo de Dunedin

+Charles Drennan
Bispo de Palmerston North

+Barry Jones
Bispo de Christchurch

+Peter Cullinane
Bispo Emérito de Palmerston North

Fonte: http://cathnews.co.nz/wp-content/uploads/2012/04/Ipads-at-Mass.pdf


Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

III Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum - Informações



PARA SACERDOTES, DIÁCONOS, RELIGIOSOS E LEIGOS 
A 50 ANOS DA SACROSANCTUM CONCILIUM E ANO DA FÉ:
INSTAURAÇÃO DA LITURGIA, EXPRESSÃO DA FÉ

(de 10 a 14 de setembro de 2012)


Centro de Treinamento de Líderes
Rua Alves Ribeiro, 325. Lot. Pedra do Sal- Itapuã, Salvador - Bahia
Telefone:  71 3374-9037 e 3374-7635
(Ponto de referência Hotel Catussaba)


SACERDOTES, DIÁCONOS E RELIGIOSOS - R$ 300,00, (incluindo hospedagem e alimentação no Centro de Formação de Líderes)
 
LEIGOS EM GERAL - R$ 180,00, (incluindo alimentação nos dois dias no Centro de Formação de Líderes. Sem hospedagem no local)
 
Contato:
e-mail: summorum3@gmail.com
Edelair (Sula) e José Luiz:
Tel:  21 2667 8309 (9h às 17h30 – Segunda a Sexta)
21 3103.0492 (18h30 às 22h)
Cel.:  21 9208-9323 (Claro) / 21 8869-9698 (OI)/  21 8241-4676 (TIM)


PROGRAMA


ENCONTRO DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA SACERDOTES E DIÁCONOS
COETUS SACERDOTALIS SUMMORUM PONTIFICUM


SEGUNDA 10 DE SETEMBRO

15h -  Chegada e Credenciamento
18h - Santa Missa de abertura (Rezada)
18h30 - Jantar
19h30 - Palavras de Acolhida e Abertura do Encontro - Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)


TERÇA 11 DE SETEMBRO

7h - Santa Missa (Cantada)
8h - Café
8h30 - A Espiritualidade Sacerdotal a partir do Rito de Ordenação do Pontifical Romano de 1961-1962
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)
10h30 - A Vida Litúrgica do Sacerdote como antídoto à secularização
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica )
12h - Almoço
14h30 - Ensaio Litúrgico – O Ritual do Batismo e o Matrimônio na Forma Extraordinária do Rito Romano
Pe. Claudiomar Silva Souza (Pároco da Igreja Principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney e Professor de Liturgia no Seminário da Imaculada Conceição)
16h15 - O Ano da Fé, uma ocasião para descobrir os conteúdos da Fé celebrados e comunicados nos Atos Litúrgicos (Porta Fidei, 9). Uma Reflexão Teológico-Pastoral sobre a relação entre Lex Orandi e Lex Credendi
Dom Gilson Andrade da Silva (Bispo Auxiliar de Salvador)
18h -Jantar


QUARTA 12 DE SETEMBRO

7h30 -  Café
8h30 - Colóquio - Um Balanço dos cinco anos de aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum - Frutos e Perspectivas para a Reforma de Bento XVI
Mons. Nicola Bux  (Teólogo e Liturgista, Professor de Liturgia Oriental e Teologia dos Sacramentos em Bari - Itália, Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, escreveu entre outros o livro A Reforma de Bento XVI: A Liturgia entre a Inovação e a Tradição)
12h - Almoço
14h - Passeio pelas igrejas de Salvador

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SUMMORUM PONTÍFICUM
PARA SACERDOTES, DIÁCONOS, RELIGIOSOS E LEIGOS

17h - Santa Missa Solene – Mons. Nicola Bux
18h30 -  Jantar

QUINTA 13 DE SETEMBRO
7h30 - Café
8h - 50 anos de aplicação da Constituição Sacrosanctum Concilium, o Motu Proprio Summorum Pontificum e a necessidade de uma instauratio contínua da Liturgia da Igreja
Mons. Nicola Bux
10h15 - Dez Anos da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Um exemplo de boa convivência entre as duas formas do Rito Romano para toda a Igreja.
Dom Fernando Arêas Rifan
12h – Almoço
14h30 - Mesa Redonda
Dom Fernando Arêas Rifan
Dom Fernando José Monteiro Guimarães
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)
18h - Santa Missa Pontifical em Ação de Graças pelos cinco anos do Motu Próprio Summorum Pontificum
Véspera da Exaltação da Santa Cruz
Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia


SEXTA 14 DE SETEMBRO

7h30 - Café
8h - A Santa Missa Como Sacrifício - A dimensão mais contestada do Mistério Eucarístico
Dom Henrique Soares da Costa
10h15 - O CANTO GREGORIANO NA LITURGIA DA IGREJA
Do Motu Proprio Inter Sollicitudines ao Magistério Recente
Dom Gregório Paixão, OSB (Bispo Auxiliar de Salvador)
Palavra de Conclusão de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
12h – Almoço.

Obs: Para a participação de sacerdotes e diáconos no Encontro, requer-se aapresentação do Superior Eclesiástico no momento do credenciamento.

SUMMORUM PONTIFICUM



FICHA DE INSCRIÇÃO

Nome:

Endereço:

Bairro:

Cidade:

CEP:

UF:

Telefone (s).:

E-mail:

Ministério que exerce:

Diocese ou Instituto:

Observações:












Centro de Treinamento de LíderesRua Alves Ribeiro, 325. Lot. Pedra do Sal- Itapuã - Salvador - Bahia(Ponto de referência Hotel Catussaba)Telefone: 71 3374-9037 e 3374-7635

Contato:e-mail: summorum3@gmail.comEdelair (Sula) e José Luiz:Tels:  21 2667 8309 Com. / 21 3103.0492 Fora de Horário Comercial / Cel.:  21 9208 9323 (Claro) /21 88699698 (OI)  21 82414676 (TIM)


Taxa de participação:
SACERDOTES DIÁCONOS E RELIGIOSOS - R$ 300,00, incluindo hospedagem e alimentação no Centro de Formação de Líderes.


LEIGOS EM GERAL - R$ 180,00, incluindo alimentação nos dois dias no Centro de Formação de Líderes. Sem hospedagem no local.


Depósito em favor da Associação Civil Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.Banco do Brasil - Agência: 0081 -7 - Conta nº 14678-1CNPJ: 03.291.653/0001-65Favor enviar comprovante de depósito por e-mail ou fax (021) 2667.8309

"O que é a Liturgia das Horas e qual a sua importância?" - Pe. Paulo Ricardo

Pax et bonum!

Já há algum tempo o conhecido e respeitado Pe. Paulo Ricardo fez um podcast de aproximadamente 8 minutos sobre a Liturgia das Horas e sua importância.
Acreditamos que seja bastante salutar, tanto para os que conhecem e rezam, quanto para os que não conhecem mas desejam passar a conhece e rezar.
É errado que, como católicos, ignoremos a Liturgia das Horas, sobretudo se nos dispomos a estudar a Sagrada Liturgia e dizemos que a amamos. Seria uma contradição.
Conhecer o Ofício Divino é aproximar-se da forma de oração pela qual inumeráveis santos, canonizados ou não, santificaram o seu dia-a-dia.


Como já fizemos outra vez, a Liturgia das Horas, pelo menos na Forma Ordinária do Rito Romano, pode ser adquirida nos 4 volumes completos, no volume único (sem o Oficio das Leituras e sendo a Hora Média somente a de 12h) sob o nome de Oração das Horas e em volumes mensais (contendo Laudes, Vésperas e Completas) dos quais se pode fazer assinatura anual.
Todos eles podem ser encontrados, por exemplo, na Loja Virtual da Editora Paulus.
Para conhecer e rezar utilizando a internet, pode-se utilizar os links que constam na seção OREMUS, na coluna da direita deste nosso blog.

Por Luís Augusto - membro da ARS

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um jovem padre descobre renovação no "Rito Antigo"

Pax et bonum!

Segue nossa tradução do testemunho do Pe. Jeffery A. Fasching, da Diocese de Springfield-Cape Girardeau, Missouri, nos Estados Unidos, escrito por ele mesmo há uns dois anos, aproveitando também a temática das vocações, neste mês de agosto.

***

Um sacerdote católico é, antes de tudo, um homem de oração. A oração a sós com nosso Senhor é a atividade mais importante que realizo em todo e cada dia. Se algum padre lhe disser outra coisa, ele não está com suas prioridades organizadas. Um número significante de seminaristas e sacerdotes atribui sua vocação à Adoração Eucarística. Eu sou um deles. Estar a sós com o Senhor, sem distrações, constitui cada dia uma visita pela qual sou capaz de ouvir o Senhor que fala comigo.
A Eucaristia é um tesouro que não tem preço. Comecei a aprender isto primeiramente em minha paróquia natal de São Francisco de Assis em Wichita, no Kansas, quando eu tinha meus vinte anos. Assim que comecei a discernir minha vocação, senti uma poderosa atração para visitar regularmente nosso Senhor na capela de adoração perpétua da paróquia. Nosso Senhor falou-me ao coração com um convite irresistível para consagrar a Eucaristia e trazer Cristo ao mundo. Daquele momento em diante eu percebi que, dentre as várias possibilidades que a vida me oferecia no momento, nenhuma se comparava com o trabalhar pela salvação das almas como sacerdote católico.
No decorrer dos anos eu tenho verdadeiramente experimento como as palavras do Papa Bento XVI soam verdadeiras no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa e a adoração: “Somente dentro do respirar da adoração pode a Celebração Eucarística estar viva de fato... Comunhão e adoração não estão lado a lado, ou mesmo em lados opostos, mas são indivisivelmente uma coisa só”.
Há menos de um ano eu tomei conhecimento sobre o documento-marco de nosso Santo Padre, o Summorum Pontificum, que restaurou aos sacerdotes a liberdade para celebrar na "forma extraordinária" do Rito Romano. Com o auxílio de um tutorial online, treinei por mim mesmo para oferecer a Missa na Forma Extraordinária. A razão para a minha atração pela Missa Latina é dupla: minha educação tradicional e minha experiência diante da falta de vontade da parte de muitos sacerdotes em seguir as rubricas da Missa.
Desde que comecei a oferecer o Santo Sacrifício da Missa na Forma Extraordinária, tenho experimentado um revigoramento de minha fé e uma grande consolação como sacerdote tradicional que tem recebido um tremendo auxílio por parte de um bispo de inclinação tradicional. Tenho experimentado uma mais profunda união com a Igreja e com nosso Santo Padre através da Liturgia Romana Clássica, porque tantos santos no passar das gerações ofereceram o Santo Sacrifício precisamente desta mesma forma que eu sou capaz de oferecer aqui e agora.
Como filhos de Deus, nosso relacionamento com Deus é, de longe, o relacionamento mais importante que podemos ter. Este relacionamento está intimamente unido à presença de nosso Senhor na Eucaristia. É pela Missa somente que nós somos capazes de receber nosso Senhor na Sagrada Comunhão e, assim, nutrir o relacionamento pessoal com ele. Minha experiência tem sido a de que em qualquer relacionamento humano, as palavras que usamos e as ações que realizamos têm um papel significante no sucesso deste relacionamento particular. Desde que nossa salvação depende de nosso relacionamento com Deus, devemos tomar extremo cuidado com as palavras e ações da Sagrada Liturgia.
Os documentos do Vaticano II claramente estabelecem que indivíduo algum, nem mesmo um sacerdote, tem o direito de alterar as rubricas da Sagrada Liturgia. No entanto, esta prática é comum em muitas paróquias. Quando um padre muda as palavras e gestos da Sagrada Liturgia ele põe em perigo a fé daqueles em favor de quem ele celebra e, portanto, torna-se responsável por diminuir a integridade de sua crença. Aprendendo a oferecer a Missa Latina Tradicional, que se desenvolveu sob a influência do Espírito Santo durante tantos séculos, eu tenho experimentado uma tremenda paz em meio ao comportamento casual e às mudanças gratuitas de palavras e gestos, tão dominantes em várias paróquias ao meu redor.
A Fé Católica e o Santo Sacrifício da Missa são os maiores dons que Deus nos fez. Portanto, devemos nutrir nossa fé, crescer nela, e jamais desprezarmos o que Deus nos deu. A Sagrada Liturgia foi-nos dada por Deus para permanecermos em contato com ele. Como sacerdote, cabe a mim ajudar os outros a ver quão importante a Liturgia é para nossas vidas no dia-a-dia. Os paramentos, o cálice, e todos os outros itens usados durante o Santo Sacrifício da Missa deveriam mostrar-nos que queremos devolver a Deus as coisas mais belas que temos quando estamos em comunhão com ele.
A principal meta da Igreja é trazer pessoas para a comunhão com o Senhor através do Santo Sacrifício da Missa. A Missa é a fonte e o cume de nossas vidas como cristãos católicos. Consequentemente, problemas litúrgicos sempre foram considerados de suma importância no que diz respeito à Santa Mãe Igreja. Apesar disto, muitos pastores nem se importam em tomar de conta de como a liturgia é celebrada em suas próprias paróquias! Como resultado, tenho testemunhado uma grandiosa falta de conhecimento entre os fiéis leigos no que diz respeito à doutrina católica.
É precisamente aí que eu creio começar minha missão como padre simpático à Forma Extraordinária da Missa. Recentemente apontado como pastor de uma crescente comunidade da Missa Latina, estou emocionando por ter a oportunidade de compartilhar a fé que Deus me deu com outras pessoas que têm como meta haurir alimento da Sagrada Liturgia, que nutriu a inúmeros outros no decorrer dos séculos na vida da Santa Mãe Igreja.

Fonte: http://catholicknight.blogspot.com.br/2010/05/missouri-priest-discovers-renewal-in.html

Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Leituras sobre o Concílio Vaticano II, para o Ano da Fé

Pax et bonum!

O Ano da Fé será um importante evento da vida eclesial a comemorar o Jubileu de Ouro da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II.
O Papa Bento XVI proclamou mais este Ano da Fé (um primeiro foi proclamado pelo Papa Paulo VI, em 1967) através da Carta Apostólica Porta Fidei,  no dia 11/10/11. 
A Congregação para Doutrina da Fé fez seguir uma Nota com indicações pastorais, em 06/01 deste ano.
Desde o discurso à Cúria Romana em dezembro de 2005, uma espessa nuvem que cobria o evento conciliar e tudo que lhe diz respeito parece ter começado a se dissipar. Entramos, portanto, num período bastante salutar de uma maior compreensão do XXI Concílio Ecumênico da história da Igreja.
Sem entrar no mérito de todas as discussões a respeito, queremos propor algumas leituras, frutos de almas dedicadas a Deus e à Igreja e livres da paixão tanto dos que enaltecem um Vaticano II que não existe, quanto dos que rejeitam e maldizem o XXI Concílio Ecumênico da Igreja.


O RENO SE LANÇA NO TIBRE - O CONCÍLIO DESCONHECIDO
- Escrita pelo Pe. Ralph Wiltgen, SVD, trata-se da primeira e mais "quente" obra sobre o Concílio (escrita em 1967), dado que o autor trabalhou nele como jornalista, tendo acompanhado minuciosamente os debates conciliares.
- A edição em português é da Editora Permanência. Pode ser comprada aqui.
- Uma breve análise da obra, por Dom Estêvão Bettencourt, OSB, pode ser vista aqui.
O CAVALO DE TRÓIA NA CIDADE DE DEUS
- Obra de Dietrich von Hildebrand, grande pensador católico alemão do séc. XX. Provavelmente a segunda (cronologicamente) obra das mais relevantes sobre o Concílio. Igualmente escrito originalmente no ano de 1967.
- A edição brasileira está digitalizada e disponível para download aqui.
- Também ainda pode ser encontrada para venda na Estante Virtual.
CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II - UM DEBATE A SER FEITO
- Escrita por Mons. Brunero Gherardini, cônego da Basílica de São Pedro, veio a lume em 2009.
- A edição brasileira é da Editora Pinus. Pode ser comprada aqui.
- O prefácio escrito por D. Mario Oliveri pode ser lido aqui.
O CONCÍLIO VATICANO II - UMA HISTÓRIA NUNCA ESCRITA
- Escrita pelo Prof. Roberto de Mattei, historiador italiano de renome, foi publicada em 2010.
- No mês passado foi noticiada uma tradução portuguesa lusitana, da editora Caminhos Romanos, e que pode ser conferida aqui.
- Uma longa e interessante entrevista com o autor, em que emergem partes do conteúdo da obra, pode ser lida aqui.

Por Luís Augusto - membro da ARS