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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Entrevista com uma monja carmelita de Teresina-PI

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Pax et bonum!

Às vezes procuramos tesouros distantes quando estes estão próximos. No final do ano, aconteceu que uma monja do mosteiro carmelita (OCD - Ordem do Carmelo Descalço) de nossa cidade, Teresina-PI, teve que passar vários dias "aqui fora", para cuidar de sua mãe. Originalmente ela morava no mesmo bairro que eu e fez parte de um mesmo grupo. Sua amizade fez-me conhecer o Carmelo e enxergar a beleza da vida religiosa, bem como fez com que eu me admirasse ao ver quão grande é o patrimônio místico do ocidente católico. Sou muito grato por isso. Aproveitando essa passagem prolongada desta monja aqui no "século", pedi-lhe que me respondesse um questionário, que viria a ser publicado como entrevista para o blog da ARS. Não se trata de nada muito complexo, grandioso. Mas foi um interessante contato entre alguém da vida ativa e alguém da vida contemplativa e que, espero, seja de proveito. As perguntas foram feitas no dia 29/12, mas só pude preparar a postagem rece…

Rito para a bênção de noivado, segundo o Ritual Romano (Forma Ordinária)

Pax et bonum!

Hoje em dia muitos sites apresentam supostos rituais para a bênção de noivado. Comentários, orações, leituras... Mas afinal de contas, essa bênção existe mesmo? Sim!
O Ritual do Matrimônio (parte do Ritual Romano) traz, num apêndice, o Rito para a bênção de noivado.
A respeito da celebração, há explicações interessantes, como a que diz que nunca se deve unir esta bênção à Missa, ou a que diz que a celebração pode ser presidida por um leigo, sobretudo um dos pais.
A celebração é bastante simples e sua estrutura é a seguinte:

Ritos Iniciais
- Sinal da cruz
- Saudação ao povo
- Monição de preparação para a bênção
Leitura da Palavra de Deus
- Leitura
- [Salmo responsorial ou outro canto]
- Explicação
Preces dos fiéis
- Preces
- [Bênção das alianças]
- [Bênção de outros presentes]
Oração da bênção
Conclusão do Rito
- Monição conclusiva
- [Canto]

O arquivo está disponível no Gloria.TV. 
Será de utilidade para estudo e para a preparação da celebração.

Por Luís Augusto - membro da…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Audiência Geral de 17/03/1965, Paulo VI

Pax et bonum!

Dez dias após a entrada em vigor do Ordo Missae "renovado", Paulo VI retoma o assunto da reforma na audiência de quarta-feira (17/03/1965). Assim como o fez o Cardeal Lercaro, o Papa analisa os posicionamentos frente à reforma. Aproximadamente no centro do texto o Santo Padre afirma: "não se deve crer que depois de algum tempo se voltará a ser quieto e devoto ou preguiçoso, como antes; não, a nova ordem deverá ser diferente, e deverá impedir e agitar a passividade dos fiéis presentes à santa Missa; antes bastava assistir, agora é preciso participar; antes bastava a presença, agora a atenção e a ação são necessárias; antes alguém podia cochilar e talvez conversar; agora não, deve escutar e rezar". O Santo Padre preocupa-se com a correspondência da parte dos fiéis quanto ao participar. Diferente, todavia, do Cardeal Lercaro, o Santo Padre fala apenas dos posicionamentos apreensivos, nos quais se entrevê, segundo ele, "certa indolência espiritual&qu…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Homilia e Angelus, de Paulo VI, em 07/03/65

Pax et bonum!

Amados irmãos, este período de encerramento e início de ano civil não foi tão folgado como esperado. Por outro lado, estive realmente na dúvida se traduziria até o fim a homilia de Paulo VI, do dia 07/03/1965. Como o foco desta série de postagens é o que se pensou e o que foi feito no contexto de "reforma litúrgica", a partir do Concílio Vaticano II, decidi traduzir apenas a primeira parte da homilia, que toca diretamente no assunto, e junto dela, numa só postagem, colocar o Angelus do mesmo dia. Recordamos que o dia em questão é a entrada em vigor do Ordo Missae "renovado", que para alguns era uma "missa híbrida", por ter partes em latim e partes em vernáculo. Vê-se o otimismo com que o Santo Padre considerava a reforma em questão e a esperança nela depositada, bem como a consciência dos sacrifícios que estavam sendo feitos. Deixamos a palavra com o Papa Paulo VI:

Homilia, Paulo VI I Domingo da Quaresma, 7 de março de 1965
O que estamos a faz…