sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Convite - Solenidade de Nossa Senhora do Amparo 2014

Pax et bonum!

Você, teresinense, sinta-se convidado para participar da Santa Missa na Solenidade de Nossa Senhora do Amparo, Padroeira de Teresina, amanhã, dia 16, às 8h30, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo. O Santo Sacrifício terá como celebrante principal o senhor arcebispo metropolitano, D. Jacinto Furtado de Brito Sobrinho. Neste dia também será celebrado o 162º Aniversário desta capital.
Em comunhão com a Paróquia Nossa Senhora do Amparo, ofereça uma prece em honra da Virgem Maria e reze por nossa cidade.
Hoje, dia 15, às 19h, será celebrada a última noite do Novenário, iniciado no dia 7. Nesta ocasião haverá a Consagração a Jesus por Maria de 5 fiéis segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort.


Declaração do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso sobre o Iraque

O mundo inteiro assiste, assombrado, ao que agora é chamado de "restauração do califado", que tinha sido abolido em 29 de outubro de 1923 por Kamal Ataturk, fundador da Turquia moderna.
Apesar de a maioria das instituições religiosas e políticas muçulmanas contestarem essa "restauração", os jihadistas do Estado Islâmico ainda continuam cometendo atos criminosos indescritíveis.
O Pontifício Conselho, todas as pessoas envolvidas no diálogo inter-religioso, os seguidores de todas as religiões e os homens e mulheres de boa vontade só podem denunciar e condenar inequivocamente essas práticas vergonhosas:
- a matança de pessoas apenas por causa das suas crenças religiosas;
- a abominável prática da decapitação, crucificação e exposição de cadáveres pendurados em locais públicos;
- a imposição, aos cristãos e aos yazidis, do dilema entre a conversão forçada ao islã, o pagamento de imposto por não serem muçulmanos (jizya) ou o êxodo;
- a expulsão forçada de dezenas de milhares de pessoas, incluindo crianças, idosos, mulheres grávidas e doentes;
- o rapto de meninas e mulheres pertencentes ao povo yazidi e a comunidades cristãs, como butim de guerra;
- a imposição da prática bárbara da mutilação genital;
- a destruição de locais de culto e mausoléus cristãos e muçulmanos;
- a ocupação forçada ou a profanação de igrejas e mosteiros;
- a remoção de crucifixos e outros símbolos religiosos cristãos e de outras comunidades religiosas;
- a destruição do inestimável patrimônio religioso e cultural cristão;
- as violências abjetas que aterrorizam as pessoas e as obrigam a se render ou fugir.
Nenhuma causa pode justificar tal barbaridade; certamente não uma religião. Trata-se de um crime extremamente grave contra a humanidade e contra Deus, que é o Criador, como frequentes vezes disse o papa Francisco.
Não podemos nos esquecer, no entanto, de que os cristãos e muçulmanos têm vivido juntos, mesmo que com muitos altos e baixos, ao longo dos séculos, construindo uma cultura de cordialidade e uma civilização da qual estão orgulhosos. Além disso, é com esta base que, nos últimos anos, o diálogo entre cristãos e muçulmanos tem continuado e se aprofundado.
A situação dos cristãos, dos yazidis e de muitas outras comunidades religiosas e étnicas minoritárias no Iraque exige uma posição clara e corajosa por parte dos líderes religiosos, especialmente dos muçulmanos, dos envolvidas no diálogo inter-religioso e de todas as pessoas de boa vontade. Todos devem ser unânimes em condenar com clareza esses crimes e denunciar a invocação da religião para justificá-los. Do contrário, que credibilidade terão as religiões, seus seguidores e seus líderes? Mesmo depois de promover pacientemente o diálogo inter-religioso durante os últimos anos, que credibilidade haverá?
Os líderes religiosos também são chamados a exercer a sua influência sobre os governantes para ajudar a acabar com esses crimes, punir aqueles que os cometem e restaurar o Estado de direito em todo o país, garantindo que as pessoas expulsas retornem a casa. Recordando a necessidade de ética na gestão das sociedades humanas, estes mesmos líderes religiosos não podem deixar de salientar que o apoio, o financiamento e o armamento do terrorismo é moralmente repreensível.
Isto posto, o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso agradece a todos aqueles que levantaram a voz para condenar o terrorismo, especialmente aquele que usa a religião para justificá-lo.
Unimos a nossa voz à do papa Francisco: "Que o Deus da paz reforce todo desejo autêntico de diálogo e de reconciliação. Nunca se derrota a violência com a violência. A violência é vencida com a paz".

A Sagrada Liturgia e os nossos irmãos perseguidos

Pax et bonum!

[Primeiramente, pedimos perdão aos nossos leitores pela falta de postagens durantes estes vários dias.]

Hoje, Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria (para Roma e várias outras partes do mundo; no Brasil celebraremos esta Solenidade no domingo, dia 17), um dos dias de permanência de Sua Santidade, o Papa Francisco, na Coreia do Sul (lá ficará em Viagem Apostólica até o dia 18), é um dia que os bispos italianos indicaram para se rezar pelos cristãos perseguidos.
Chamamos a atenção para que se considere com clareza que os perseguidores são os muçulmanos e que sua forma de pensar encontra aprovação na grande maioria dos muçulmanos. Não se trata de um fanatismo ou fundamentalismo de uma minoria, mas da prática de uma imensa parte dos maometanos.
Pois bem, o Missal Romano em sua forma ordinária, em uso em praticamente todas as paróquias do Brasil, possui uma Missa pelos cristãos perseguidos, que gostaríamos de enfatizar e recomendar, dentre as missas e orações para diversas necessidades e circunstâncias.
Fala-se de oração pelos cristãos perseguidos, mas os pastores pouco parecem interessar-se em tornar essas orações públicas, com a reunião de toda a paróquia, por exemplo, pela celebração litúrgica.
Portanto, apelamos aos senhores bispos e presbíteros a que se interessem em escolher dias da semana, em que não haja solenidade, festa ou memória obrigatória, para convenientemente reunir o povo e celebrar uma Missa própria por nossos irmãos que, sobretudo no Oriente Médio, seguem fugindo, migrando, escondendo-se e morrendo por causa da fé em nosso Senhor Jesus Cristo. A Oração do dia, especialmente, pode ser também incluída na oração privada dos fiéis, durante o terço, durante as refeições, após a celebração das horas canônicas. O que importa é dar a conhecer a injustiça e a violência perpetradas contra os cristãos, bem como orar e fazer penitência pelo bem, pela proteção, pela fidelidade, pela salvação dos nossos irmãos, pelo fim das atrocidades, pela conversão e salvação dos perseguidores.
Segue o texto original em latim, seguido da edição oficial em português para o Brasil.

PRO CHRISTIANIS PERSECUTIONE VEXATIS
(PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS)

Ant. ad introitum Cf. Ps 73,20 Ps 21 Ps 22 Ps 23
(Antífona de entrada Cf. Sl 73,19-22)
Réspice, Dómine, in testaméntum tuum, et ánimas páuperum tuórum ne derelínquas in finem; exsúrge, Dómine, et iúdica causam tuam, et ne obliviscáris voces quaeréntium te.
(Considerai, Senhor, vossa aliança; e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa, e não desprezeis o clamo de quem vos busca.)

Vel: Ac 12,5
(Ou: At 12,5)
Petrus servabátur in cárcere; orátio autem fiébat sine intermissióne ab Ecclésia ad Deum pro eo.
(Pedro era mantido no cárcere; mas a Igreja, sem cessar, rezava a Deus por ele.)

Collecta
(Oração do dia)
Deus, qui inscrutábili providéntia passiónibus Fílii tui vis Ecclésiam sociári, praesta fidélibus tuis, in tribulatióne propter nomen tuum versántibus, spíritum patiéntiae et caritátis, ut promissiónum tuárum fidi inveniántur testes atque veráces. Per Dóminum.
(Ó Deus, que na vossa insondável providência associais a Igreja à paixão do vosso Filho, dai aos fiéis, que sofrem por vossa causa, espírito de paciência e caridade, para que sejam autênticas testemunhas dos bens que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.)

Super oblata
(Sobre as oferendas)
Súscipe, quaesumus, Dómine, humilitátis nostrae preces et hóstias, et praesta, ut, qui, tibi fidéliter serviéntes, hóminum persecutiónes patiúntur, gáudeant se Christi Fílii tui sacrifício sociári, et sua séntiant inter electórum nómina scripta esse in caelis. Per Christum.
(Acolhendo, ó Deus, nossas humildes preces e oferendas, concedei aos que são perseguidos por vos servir fielmente a alegria de participar do sacrifício do Cristo e a certeza de que seus nomes estão inscritos no céu, Por Cristo, nosso Senhor.)

Ant. ad communionem Mt 5,11-12
(Antífona da comunhão Mt 5,11-12)
Beáti estis, cum maledíxerint vobis et persecúti vos fúerint propter me, dicit Dóminus; gaudéte et exsultáte, quóniam merces vestra copiósa est in caelis.
(Bem-aventurados sois, quando vos insultarem e perseguirem por minha causa, diz o Senhor; alegrai-vos e exultai, pois grande no céu é vossa recompensa.)

Vel: Mt 10,32
(Ou: Mt 10,32)
Omnis qui confitébitur me coram homínibus, confitébor et ego eum coram Patre meo, qui in caelis est, dicit Dóminus.
(Darei testemunho diante do meu Pai, que está nos céus, de quem der testemunho de mim diante dos homens, diz o Senhor.)

Post communionem
(Depois da comunhão)
Per huius sacraménti virtútem fámulos tuos, Dómine, in veritáte confírma, et fidélibus tuis in tribulatióne pósitis concéde, ut, crucem sibi post Fílium tuum baiulántes, christiáno nómine iúgiter váleant inter advérsa gloriári. Per Christum.
(Ó Deus, pela força deste sacramento, confirmai na fé os vossos filhos e filhas, e concedei aos que sofrem tribulações que, carregando a sua cruz após o Cristo, possam gloriar-se do nome de cristãos em todas as adversidades. Por Cristo, nosso Senhor.)