quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Mulheres no lava-pés? Pode? Agora sim, na forma ordinária do Rito Romano.

Pax et bonum!

No final de dezembro do ano de 2014, o Santo Padre dirigiu uma carta ao Prefeito da Congregação para o Culto Divino, o Cardeal Robert Sarah, dispondo que fosse mudada a rubrica do Missal Romano que faz menção a que as pessoas escolhidas para o lava-pés (ritual opcional da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa) sejam homens.
Desta forma, a partir deste ano (e somente a partir de agora), mulheres também podem ser escolhidas para compor o número das 12 pessoas que representam os apóstolos na dita cerimônia.
Nesta carta o Pontífice dizia que isto tinha como intenção melhorar a atuação, para que exprimisse mais plenamente a caridade sem confins de Cristo, o seu doar-se até o fim pela salvação do mundo.
No último dia 06 (de janeiro de 2016), a Congregação para o Culto Divino publicou o decreto que oficializa esta mudança no Missal Romano (na Forma Ordinária do Rito Romano), dando a entender que a permissão já entra em vigor imediatamente, ou seja, poderá ser utilizada na Semana Santa deste ano.

Esclarecimentos:

1. Esta permissão foi dada somente agora. Portanto, se isto foi praticado antes (o que parecia ocorrer em vários lugares), não o foi na obediência às normas litúrgicas e no verdadeiro espírito de comunhão universal, mas de arbitrariedade.
2. O pontífice, em sua carta, e o decreto falam de pessoas "do Povo de Deus", ou seja, de cristãos batizados (no mínimo). Portanto, isto não abre portas para não-batizados e pessoas de outras religiões.
3. A mudança na rubrica não obriga a que haja mulheres entre os doze escolhidos dentre os fiéis. Apenas dá a permissão para que isto seja feito, embora, também, como que recomendando.

Esperamos que esta mudança na rubrica não dê espaços a arbitrariedades e manipulações da liturgia da Igreja, mas que sirva para o que há de justo na intenção do Santo Padre em efetuá-la.

Fontes

- Notícia na Rádio Vaticano - em português

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Paix Liturgique: "Receita para instalar pacificamente e de modo duradouro a Forma Extraordinária numa Paróquia"

Pax et bonum!

Que título! Trata-se de uma das cartas em português do Paix Liturgique. Especificamente, trata-se da Carta 67 (em português), que corresponde à Lettre 519 (em francês), de 01/12/2015.
Há um bom tempo não visitávamos este site e, vendo-o hoje, tivemos a surpresa deste interessante texto.
Segue na íntegra:

RECEITA
para instalar pacificamente e de modo duradouro 
a Forma Extraordinária numa Paróquia

Este mês, a nossa proposta é a de seguirmos a interessante e original conferência do Pe. Milan Tisma, aquando do encerramento do primeiro congresso Summorum Pontificum, que teve lugar no Chile, em Julho passado.

Além de capelão da associação Magnificat, ramo chileno da Una Voce, o Pe. Milan Tisma é também o pároco da paróquia de São João de Deus em Santiago. Ordenado em 1997 pelo Cardeal Oviedo, então arcebispo de Santiago do Chile, o Pe. Tisma nunca deixou de celebrar a missa tradicional. Em 1991, quando estava a pensar deixar o Seminário Diocesano, onde era perseguido por causa da sua ligação à liturgia tradicional, Mons. Oviedo, que acabara de chegar à arquidiocese, encorajou-o para que ficasse em Santiago, garantindo-lhe então a sua compreensão e a sua protecção, que, de facto, até ao dia da ordenação, jamais lhe vieram a faltar. Aliás, a ordenação do Pe. Tisma foi a última realizada pelo Cardeal Oviedo antes da sua morte.

O Pe. Milan conhecera a missa tradicional nos seus tempos de escola graças a um sacerdote jesuíta, que era então o capelão da Magnificat. Trata-se, pois, de uma experiência original e já longa, esta que o Pe. Tisma decidiu contar aos participantes do congresso Summorum Pontificum de Santiago, subordinado ao tema da celebração da forma extraordinária no âmbito paroquial.

Deixamos a seguir os pontos mais salientes da conferência.

I- Recuperar o sentido do sagrado

Muito antes de se ter tornado o Papa do motu proprio Summorum Pontificum, o Cardeal Ratzinger já explicava de modo constante e claro o motivo pelo qual a crise da Igreja depende da maneira como a liturgia é tratada. A este propósito, ele foi mostrando insistentemente como a perda do sentido do sagrado constitui um elemento fundamental dessa mesma secularização que ele combateu vigorosamente ao longo do seu magistério pontifício.

Porque uma das consequências mais evidentes e dramáticas da reforma litúrgica foi precisamente a perda do sentido do sagrado, o Pe. Tisma começou por afirmar que a sua redescoberta desse sentido do sagrado há-de ser o objectivo primeiro de qualquer esforço de renovação litúrgica. 

Valendo-se da definição de “sagrado” oferecida pelo teólogo luterano alemão Rudolf Ott (1), enquanto “mysterium tremendum et fascinans”, o Pe. Tisma crê que o regresso do homem contemporâneo ao sagrado passa justamente pelo seu reencontro com o mais “tremendo” e “fascinante” dos mistérios, a irrupção do Céu sobre a terra na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que pode haver de mais tremendo e fascinante para nós mortais do que a Encarnação do Filho de Deus, a Sua Vida, a Sua Morte e a Sua Ressurreição?

Tradicionalmente dita “Morada de Deus e Porta do Céu”, à semelhança da Virgem Maria, ao longo dos séculos, a liturgia católica tem sido o reflexo fiel desse grande mistério que é o Céu a descer sobre a terra. Desventuradamente, a liturgia moderna perdeu a sua capacidade de atracção, o seu carácter fascinante, virando assim as costas ao “mysterium tremendum”. A erosão do carácter sacrificial da Missa no Missal de Paulo VI e as suas traduções vernáculas abriram a porta à negação desse carácter sacrificial por parte de muitos celebrantes, seja que se ponham literalmente a dançar em roda do altar, ou que se contentem em limitar-se a unicamente comemorar o banquete pascal. Ora, sem sacrifício, simplesmente não há mistério. Nem “tremendum” nem “fascinans”.

O Pe. Tisma acrescentou ainda que sem o mistério, a liturgia deixa também de ser epifania (manifestação) da glória e da perfeita santidade de Deus.

Para o Pe. Tisma, é evidente que “o apostolado da forma extraordinária pode e deve contribuir para a recuperação do sentido do mistério”. Rezada (baixa), cantada, ou solene, a Missa tradicional tem tudo para despertar junto dos nossos contemporâneos o sentido, e portanto o desejo, do sagrado. Cabe aos párocos saberem usá-la com o propósito de chocar – no sentido médico do termo – as vendas que cobrem os olhos do fiéis, sem no entanto os repelir.

II- Contribuir para a paz litúrgica

A 12.000 km da região parisiense onde nasceu esta aventura de “Paix Liturgique”, vive um pároco para quem a celebração in utroque usu, isto é, em ambas as formas do rito romano, é um incontestável instrumento de paz litúrgica. Para o Pe. Tisma, os párocos têm o dever de trabalhar no sentido da reconciliação entre os fiéis;  usando sempre, sem excepção, todos os meios que possam ter à sua disposição, a começar por tornar possível que, nas suas paróquias, quantos o desejam possam aceder de modo habitual à forma extraordinária. Que mais dizer? 

III- (Re)construir uma morada comum

Depois da reforma litúrgica, houve já várias gerações que só puderam conhecer uma liturgia devastada, deformada e superficial. Deste modo, falhou-lhes, não apenas o conhecimento e gosto do sagrado, mas também a percepção de uma morada comum, aquilo que Klaus Gamber chamava de “Heimat”, a “pequena pátria”, o lugar nativo, o “sentir-se em casa” dos católicos.

Esta pequena pátria perdeu-se, de facto, pois, de um domingo para o outro, e indo de igreja em igreja, não se encontram hoje à face da terra duas missas que sejam idênticas. Os sacerdotes celebram como sabem, como podem, e, sobretudo, celebram como querem. Privado hoje da sua pequena pátria, o católico tornou-se um apátrida litúrgico, um fiel sem lugar seguro onde alimentar e dar de beber à sua fé, e sem um tecto sob o qual ela possa descansar.

"Nós, párocos, afirma o Pe. Tisma, podemos e devemos ajudar a reconstruir esta pequena pátria para podermos assim oferecer aos fiéis um novo lar." É neste ponto que, segundo ele, intervém a contribuição que os sacerdotes podem trazer para a reforma da reforma: "Podemos ser os actores do enriquecimento mútuo dando vida às duas formas do rito romano, uma ao lado da outra."

IV- Agir gradualmente

Cuidado para não criar a desordem ao responder à revolução com a contra-revolução!

O Pe. Tisma não hesita ao afirmar qual é a primeira regra para uma instalação duradoura e estável da forma extraordinária numa paróquia: a gradualidade. Avançar depressa demais e de modo demasiado brusco é uma tentação que cumpre refrear, já que, em geral, ocorre refazer por completo a educação litúrgica dos fiéis. As mudanças litúrgicas devem ser acompanhadas por uma catequese adequada. Sobre a própria liturgia em geral, a sua estrutura, o calendário, o serviço do altar. Mas também relativamente à música, aos ornamentos, ao uso do latim, etc.. 

Além disso, são poucas as paróquias que conseguem, da noite para o dia, encontrar todos os elementos necessários para a celebração da liturgia tradicional, considerando que, em muitos casos, eles foram vendidos ou desfigurados durante o pós-concílio.

Outro princípio mencionado pelo Pe. Tisma foi o da continuidade. Citando o Professor Kwasnieski, ele convidou a aproveitar o carácter fluído das rubricas do novo missal para, sempre que possível, optar por fazer o que mais parecer estar em continuidade com a tradição precedente. Trata-se de um princípio que vem completar a regra da gradualidade, e permite aos fiéis e aos acólitos irem penetrando pouco a pouco na “nova liturgia de Bento XVI”.

V- Concretamente e visivelmente

Partindo da sua própria experiência, o Pe. Tisma propôs algumas iniciativas aos sacerdotes que desejem reorientar a sua liturgia a fim de poderem prestar a Deus de modo estável o culto que Lhe é devido. A linha directriz é simples: repor Cristo no centro das atenções.

O presbitério, o espaço sagrado em torno do altar, deve voltar a ser o templo do Senhor, e já não o cenário onde o celebrante se agita. O pároco, ajudado pelo seu sacristão, deverá seguir o exemplo de Bento XVI começando por repor a cruz e os candelabros sobre o altar. Eventualmente, se possível, ele deverá fazer recuar o altar moderno, nos casos em que este se encontre demasiado à frente. A ideia é a de chegar não ter mais do que um altar, o que é a via para oferecer aos fiéis uma só pequena pátria, e que seja a mesma para todos.

Além disso, como lembra Klaus Gamber, o altar deverá estar vestido e revestido. Na sua paróquia, o Pe. Tisma recuperou o uso do antependium, o que proporciona aos fiéis uma estabilidade visual e permite habituá-los ao suceder dos tempos litúrgicos, através da mudança da cor, sempre que isso seja possível.

A etapa sucessiva, depois de se ter restaurado o espaço sagrado do presbitério, é a da celebração versus Deum, o que deve ser acompanhado por uma catequese adequada. O Pe. Tisma escolheu fazê-lo no Advento, por ocasião da abertura do novo ano litúrgico.

Em seguida, o Pe. Tisma propõe que se utilize os tempos fortes do ano litúrgico para fazer com que os paroquianos descubram progressivamente a forma extraordinária, lançando mão para isso da gradualidade que é própria da liturgia tradicional. Na sua paróquia, o Pe. Tisma apoiou-se sobre uma directiva do episcopado chileno de 1960 - e, por isso, aplicável ao Missal de São João XXIII - e que encoraja a missa dita “comunitária”, ou seja, uma missa baixa cantada, com um leigo que vai guiando os demais fiéis no que respeita às atitudes de oração e aos cantos.

VI- Ao longo da celebração

Os conselhos seguintes já disseram respeito à forma ordinária, e o Pe. Tisma enunciou-os, sobretudo para dar resposta às perguntas vindas dos participantes do congresso. Não querem ser regras rígidas, mas antes sugestões que podem ser depois adaptadas individualmente por cada sacerdote em função do quadro paroquial em que se move e da sua própria preparação pessoal.

Em primeiro lugar, os conselhos relativos aos aspecto públicos da celebração:
- recitar o credo em latim;
- deixar de lado o sinal da paz nas missas de semana;
- favorecer os tempos de silêncio;
- restabelecer o uso do incenso;
- dar regularmente catequese sobre a comunhão;
- desenvolver a adoração eucarística, e, a propósito, fazer uma catequese sobre o estar de joelhos.

Depois, os que dizem respeito ao celebrante:
- preparar as ofertas em silêncio;
- unir o polegar e o indicador depois da consagração;
- fazer a purificação dos dedos após a comunhão com vinho e água, seguindo a prática tradicional;
- inclinar a cabeça à menção das três Pessoas da Santíssima Trindade, de Jesus, de Maria, do Papa, do santo do dia.

Aos sacerdotes que se encontrem num estágio mais avançado da aproximação das duas formas do rito romano, seja que celebrem já a forma extraordinária ou que, por enquanto, apenas desejem familiarizar-se com ela, o Pe. Tisma propõe, por fim, os seguintes exercícios de piedade privada: recitar o salmo 42 (o das orações aos pés do altar) quando se estão a dirigir da sacristia para o altar; recitar o Aufer a nobis ao subirem ao altar; recitar as três orações da comunhão durante o tempo de silêncio após o Agnus Dei; recitar o último Evangelho enquanto deixam o altar.

De mais a mais, nada impede ao sacerdote que use o barrete ou o manípulo, se assim o desejar.

Acrescentemos que, respondendo à pergunta de um sacerdote estrangeiro, o Pe. Tisma explicou que, por razões históricas (isto é, Écône), em tempos, a celebração da forma extraordinária era frequentemente marcada por uma forte influência francesa. Ora, o Chile é de tradição espanhola. Por isso, o Pe. Tisma tem-se esforçado, juntamente com a associação Magnificat, para defender e promover os usos espanhóis, por exemplo: a menção do santo titular da igreja no interior do Confiteor; o uso da "cucharilla" (pequena colher) no momento de acrescentar a água ao vinho do cálice; o uso da palmatória, que o acólito leva consigo ao acompanhar o sacerdote durante a distribuição da comunhão; ou ainda, sempre que permitido, o uso dos ornamentos azul celeste para as festas da Imaculada.

Estes elementos referidos pelo Pe. Tisma contribuem, todos juntos, para se poder oferecer aos fiéis a mais bela e mais acolhedora das pequenas pátrias, de que Cristo é o único e eterno soberano.

VII- Quem são os fiéis?

A concluir a sua luxuriante e original intervenção, o Pe. Tisma quis fazer o retrato falado dos fiéis que, desde há cerca de 20 anos, ele tem visto aproximarem-se e ficarem ligados à liturgia tradicional. E é notável como esse retrato é, de facto, universal! 

“Em primeiro lugar, vêm os veteranos que se lembram ainda da pequena pátria da sua infância e sabem recitar de cor a missa inteira, atravessaram os anos do grande tumulto, exibindo as cicatrizes desse tempo, mas olham com esperança os sinais de uma nova paz litúrgica. Em seguida, há os feridos da nova missa, que sofreram os desvarios da liturgia pós-conciliar e que sentem não ter lar. Por fim, vêm os jovens ávidos do sagrado, surfando pela internet, e à procura do que chamam de “nova missa de Bento XVI”. Certamente, dentro de cada uma destas categorias, há também simples curiosos, aficionados, e também os fanáticos. Mas, juntou com um sorriso, não mais do que na forma ordinária.”

(1) Na sua obra “Das Heilige” (1917); “O sagrado: aspectos irracionais na noção do divino e sua relação com o racional”. Ed. Sinodal, Vozes, 2007.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

7 anos de ARS e situação atual

Pax et bonum!
Salve Regina!

Ontem, dia 14, a Associação Redemptionis Sacramentum completou 7 anos de existência. Seria tempo de talvez já sermos uma grande Associação, com um grande apostolado, conhecida talvez em toda a nossa cidade ou arquidiocese... Mas somos apenas um grupo de pessoas, que já passou por várias tribulações e momentos de desânimo, mas que se mantém, às vezes com maior ou menor fervor, na missão de viver e difundir o "espírito litúrgico" que, como escreveu um de nossos patronos - o Servo de Deus Pe. João Baptista Reus, SJ -, "consiste em estudar, estimar, explicar, promover e defender a Liturgia", o que temos tentado fazer individualmente e em grupo, através das missões que nos foram/são dadas na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, através de nossas reuniões e formações, através de nosso blog e nossa fanpage, bem como apoiando iniciativas similares.

Um de nossos desejos, desde o início, foi trazer o tesouro da Forma Extraordinária do Rito Romano para nossa Arquidiocese, missão comumente difícil no Brasil e no mundo, por conta, muitas vezes, de uma estranha rebeldia ou indiferença para com o Magistério da Igreja, especificamente a legislação expressa nos documentos Quatuor abhinc annos, Ecclesia Dei [Adflicta], Summorum Pontificum e Universae Ecclesiae.

Depois de vários anos, e de vários ensaios, e de algumas audiências com o Arcebispo de Teresina, no estimado Pe. José de Pinho Borges Filho, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo, ousou celebrar a sua primeira Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano. Aprendê-la não foi e não tem sido tarefa simples, sobretudo quando se pensa num sacerdote acostumado somente com a Forma Ordinária, celebrando-a inúmeras vezes há mais de uma década. Há ainda imperfeições e dificuldades? Há. E é estimulante estudar e esforçar-se neste aspecto. Também os fiéis acabam por reaprender a participar da Santa Missa, reconsiderando como estão rezando e esforçando-se por adaptar-se à língua latina.
A primeira Missa celebrada na Forma Extraordinária, por este nosso pastor, foi na tarde do Domingo de Todos os Santos, no ano passado, portanto a 01/11/2015.
A segunda Missa foi na Sexta-feira das Têmporas do Advento, a 18/12/2015.
A terceira Missa teria sido no último sábado, 09/01/2016, mas o referido sacerdote teve alguns problemas de saúde e ela foi cancelada.
A frequência que decidimos adotar inicialmente é a mensal. É provável que tenhamos ainda uma Missa em janeiro, por conta da que teve que ser cancelada. Todavia, o decidido é que a Missa seja dominical, mas celebrada como Missa vespertina, na noite do primeiro sábado de cada mês, às 19h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo. Isto passa a vigorar em fevereiro.
Nossos leitores podem guardar - DEO GRATIAS - esta informação e repassá-la. Qualquer alteração será notificada no blog e na fanpage.

Enfim, nossos esforços têm dado resultado, ainda que com muita paciência e, muitas vezes, através de passos pequenos e lentos.
Aos nossos queridos leitores, pedimos uma prece, por caridade. E aproveitamos para dizer que nosso coro, que normalmente canta as composições presentes no Graduale Simplex, está aberto a homens com aptidão musical e facilidade para o latim. Quem se interessar pode enviar-nos email (ars.the@gmail.com) para receber novas informações.

Fotos da Missa de 01/11/2015:







Fotos da Missa de 18/12/2015:











sábado, 9 de janeiro de 2016

CANCELADA a Missa de hoje na Forma Extraordinária!

Pax et bonum!

Informamos que a Missa na Forma Extraordinária que seria celebrada hoje, às 19h, na Matriz do Amparo, está cancelada por conta de motivos de saúde (nada grave) do sacerdote celebrante.
Informaremos quando novas datas forem marcadas.
Pedimos aos leitores que repassem o comunicado às demais pessoas que porventura viriam a estar presentes.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Missa na Forma Extraordinária - 09/01

Pax et bonum!

A primeira Missa na Forma Extraordinária a ser celebrada neste ano aqui em Teresina será no dia 09 deste mês, às 19h, como Missa dominical, celebrando a Festa da Sagrada Família (conforme o calendário tradicional do Rito Romano), na Matriz de Nossa Senhora do Amparo (centro da cidade). O sacerdote será o já conhecido de muitos, o Revmo. Pe. José de Pinho Borges Filho, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo.
Sinta-se convidado.


Evento: "Arte e Liturgia: Expressão da Fé", 8 e 9 de janeiro

Pax et bonum!

Conforme segue na imagem, temos o prazer de anunciar um encontro de formação que ocorrerá no Museu Municipal de Arte Sacra D. Paulo Libório, no centro de Teresina, nos dias 8 e 9 deste mês (portanto, na próxima sexta-feira e no sábado), das 8h30 às 11h30.
O ministrante do encontro é o muito querido Jorge Luís, atualmente subdiácono da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, de Campos dos Goytacazes-RJ.
As inscrições podem ser feitas no próprio Museu (na Rua Olavo Bilac, esquina com 24 de Janeiro, no centro) e na secretaria da Igreja de Nossa Senhora do Amparo (Rua Rui Barbosa, na Praça da Bandeira, também no centro).
Mais informações através dos telefones do cartaz.


Ordo dominical de 2016 (diretório litúrgico para a Forma Extraordinária)

Pax et bonum!

Os fiéis ligados à liturgia tradicional em Recife-PE prepararam e publicaram o Ordo (o que poderíamos chamar de Diretório Litúrgico - para usar o termo atual utilizado pela CNBB - para a Forma Extraordinária do Rito Romano). Neste caso, trata-se de um Ordo Dominical, ou seja, contendo as indicações litúrgicas para as celebrações de Domingos e Festas. Este tipo de material é bastante recomendado para sacerdotes, cerimoniários e coroinhas.
Comumente a Administração Apostólica São João Maria Vianney publica na web o seu Ordo do ano inteiro. Estamos no aguardo.
Clique nestes links para as versões para impressão de livreto e para impressão comum.
Nossa gratidão pelo trabalho dos fiéis de Recife-PE, sobretudo na pessoa do sr. Karlos Guedes.

Práticas durante o Natal, dos escritos do Servo de Deus Dom Guéranger

Pax et bonum!
Feliz Natal do Senhor Jesus Cristo!
Feliz ano civil novo!

Estamos no dia 2 de janeiro, um dia após a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e um dia antes da Solenidade da Epifania do Senhor (aqui no Brasil, celebrada no domingo entre os dias 2 e 8).
Seguindo o passo dado no Advento, quando publicamos trechos do obra "O Ano Litúrgico", do Servo de Deus Dom Prosper Guéranger, grande luzeiro recente dentre os filhos de São Bento, fazemos o mesmo escrevendo agora sobre o tempo do Natal.
Que seja, embora breve, uma proveitosa leitura para todos!

Práticas durante o Natal

Agora chegou o tempo da alma fiel colher os frutos dos esforços que ela fez durante as semanas penitenciais do Advento para preparar uma habitação para o Filho de Deus, que deseja nascer dentro dela. (...) Agora a Esposa é a Igreja; a Esposa é também cada alma fiel. Nosso Senhor dá-se todo a todo o rebanho, e a cada ovelha do rebanho com tanto amor como se só a ela amasse. Que adornos poremos nós, para irmos ao encontro do Noivo? Onde encontraremos pérolas e jóias com que enfeitar nossa alma para este feliz encontro? Nossa santa Mãe, a Igreja, conta-nos tudo isto em sua Liturgia. Nosso melhor plano para passar o Natal é, sem dúvida, estar próxima a ela, e fazer o que ela faz; pois ela é muito querida a Deus e, sendo nossa Mãe, devemos obedecer todas as suas prescrições.
Mas, antes de falarmos da mística Vinda do Verbo Encarnado dentro de nossas almas; antes de contarmos os segredos desta sublime familiaridade entre o Criador e a Criatura; aprendamos, primeiramente, da Igreja, os deveres que a natureza humana e cada uma de nossas almas tem para com o Divino Infante, que os Céus finalmente nos deram como o Orvalho refrescante que pedimos para chover sobre nossa terra. Durante o Advento, nós nos unimos aos Santos da Antiga Lei, rezando pela vinda do Messias, nosso Redentor; agora que ele veio, consideremos qual é a homenagem que lhe devemos tributar.
A Igreja oferece ao Infante-Deus, durante este santo tempo, o tributo de sua profunda adoração, o entusiasmo de sua excedente alegria, a retribuição de sua ilimitada gratidão e o afeto de seu intenso amor. Esta quatro ofertas, adoração, alegria, gratidão e amor, devem ser também as de todos os cristãos ao seu Jesus, seu Emanuel, o Bebê de Belém. As orações da Liturgia expressarão esses quatro sentimentos de um modo que nenhuma outra devoção poderia fazê-lo. (...)
O primeiro de nossos deveres junto à manjedoura do Salvador é Adoração. Adoração é o primeiro ato da Religião. (...)
Mas nossa Mãe, a Igreja, não apenas oferece ao Infante Deus o tributo de sua profunda adoração. O mistério do Emanuel, isto é, de Deus conosco, é para ela uma fonte de singular alegria. Vede os sublimes cânticos dela neste santo tempo, e encontrarei os dois sentimentos admiravelmente misturados - sua profunda reverência para seu Deus, e sua jubilosa alegria em seu Nascimento. (...)
Íntima e inseparavalmente unido a esta mística alegria está o sentimento de gratidão. (...)
Gratos, pois, recebamos o precioso dom - este Divino Bebê, nosso Libertador. Ele é o Filho Único do Pai, o Pai que tanto amou o mundo que nos deu seu filho único (Jo 3,16). (...) Ó dom inestimável! (...)
Nossa dívida, então nunca será paga? Não exatamente: podemos pagá-la com amor, que, embora finito, dá-se sem medida e pode crescer sempre mais em intensidade. (...)
Cristãos, imitemos nossa Mãe, e demos nossos corações ao nosso Emanuel! Os Pastores oferecem-lhe seus simples dons, os Magos trazem-lhe ricos presentes, e ninguém deve aparecer diante do Divino Infante sem algo digno de sua aceitação. Sabei, pois, que nada agradá-lo-á, a não ser aquilo que ele veio procurar - nosso amor. Foi para isto que desceu do céu. (...)
Estes, portanto, são os deveres que temos para com nosso Divino Mestre em sua primeira Vinda, que, como São Bernardo diz, é na carne e na fraqueza, e para a salvação, não para o juízo, do mundo.

Fonte: "The Liturgical Year", Vol. 2, Chapter III. Disponível em: www.liturgialatina.org/lityear/christmas/christmas3.htm