terça-feira, 30 de maio de 2017

Há 77 anos o nazismo nos dava um primeiro mártir sacerdote

Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!


Hoje, 30 de maio, dentre os vários nomes listados no Martirológio Romano, encontra-se o do Bem-aventurado Otto Neururer.
O elogio do Martirológio diz:
No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, região da Alemanha, a paixão do Beato Otão Neururer, presbítero e mártir, que, por ter convencido uma jovem católica a não simular o matrimónio com um homem já casado e membro das forças de segurança do nefasto regime hostil a Deus e aos homens, foi metido no cárcere, onde, apesar de todo o género de tribulações, prosseguia clandestinamente o seu ministério, até que, pendurado de uma viga com os pés para cima e a cabeça para baixo, consumou o seu martírio.
Pe. Otto, austríaco nascido em 25/03/1882, era sacerdote diocesano, ordenado em 1907, foi pároco por vários anos da Paróquia de São Tiago em Innsbruck e, depois, foi pároco de Götzens, uma região próxima.
Em 1938 a Áustria foi anexada à Alemanha. No fim deste mesmo ano o sacerdote aconselhou uma jovem a que não tentasse casamento com um certo homem, bem mais velho, divorciado, apóstata, membro do partido nacional-socialista e fanático observador das ideias racistas daquele partido. Tal homem era amigo pessoal do líder local do partido.
Por defender o Sagrado Matrimônio, o sacerdote foi denunciado à famigerada Gestapo por difamar ou impedir ou causar detrimento a um "matrimônio alemão". No dia 15 de dezembro foi preso e ficou no cárcere de Innsbruck por quase quatro meses. No dia 03 de março de 1939 foi transferido para o Campo de Concentração de Dachau, na Alemanha. Pouco mais de três meses depois foi transferido para o Campo de Concentração de Buchenwald.
Enquanto suportava com paciência os sofrimentos e humilhações, consolava e dava apoio aos colegas de desventura, com quem compartilhava a escassa ração alimentar. Exercendo seu ministério, instruiu outro prisioneiro na fé e batizou-o, embora o tivesse feito suspeitando de que pudesse ser uma armação contra si. Tal fato, sendo descoberto, levou-o à sua separação dos demais no bunker do Campo (foto da cela), em 28 de maio de 1940, local especial para torturas. Lá foi deixado sem comida e bebida. Posteriormente foi pendurado de cabeça para baixo numa coluna e assim foi deixado para que morresse lenta e dolorosamente, martírio que durou cerca de trinta e quatro horas, levando-o à morte por excesso de sangue no cérebro, no dia 30 de maio. Desta forma, para a glória de Deus, consumou sua vida o agora Bem-aventurado Pe. Otto Neururer, cuja memória há de permanecer pelos séculos, para o louvor de Deus e exaltação de nossa santa fé.
Seu corpo foi incinerado e suas cinzas foram enviadas a Götzens, dizendo-se que havia morrido de insuficiência cardíaca.
No Campo de Concentração de Buchenwald, um dos maiores, se não o maior, do Reich alemão, foram mortas, pelo nazismo, mais de 56 mil pessoas. Somente em 11 de abril de 1945 as tropas estadunidenses chegariam para libertar os cativos de Buchenwald.
É dado como o primeiro sacerdote assassinado pelo nacional-socialismo alemão (o nazismo). Sua causa de beatificação foi aberta nos anos 80 e foi, enfim, beatificado por São João Paulo II no dia 24 de novembro de 1996.
Que ele rogue pelos sacerdotes, a fim de que não se calem por respeito humano, aquele "respeito" que deixa as ovelhas perecerem. 
Que ele rogue contra os iníquos e poderosos deste mundo.
Que ele rogue pelos jovens que se encaminham retamente para o matrimônio.
Altar onde se encontram os restos mortais do Bem-aventurado Otto, na Catedral de Innsbruck, na Áustria.


Referências: