sábado, 21 de julho de 2012

E Deus disse: "Quero que sejas canonizado!" - 65 anos da morte de Pe. Reus

Pax et bonum!

Hoje comemoramos o 65º aniversário da morte do Servo de Deus Pe. João Baptista Reus, SJ, missionário jesuíta alemão, que passou mais da metade de sua vida no Brasil e que faleceu em grande fama de santidade nas terras gaúchas de São Leopoldo-RS.
Admirável exemplo de sacerdote, grande amante da Sagrada Liturgia, místico da Santa Missa, apaixonado pelo Sagrado Coração de Jesus, dois anos antes da morte Pe. Reus recebeu do céu a promessa, digamos, de sua própria canonização.
Deixemos que seu grande biógrafo, o Pe. Baumann, no-lo relate:
Outra graça inaudita estava reservada ao Pe. Reus. Graça estupefaciente e à primeira vista incrível. Mas também por ela tinha que agradecer cada dia, a partir de 1945. Referimo-nos à revelação que teve de sua futura glorificação na terra. Rara é, na Hagiografia, a revelação da predestinação eterna. Mais rara ainda a promessa da glorificação isenta de purgatório. Raríssimas são, todavia, os exemplos em que Deus anunciou a um seu Servo a futura glorificação na terra.
Ninguém melhor que o Pe. Reus nos poderia descrever as circunstâncias desta revelação. Ei-las, com data de 26 de agosto de 1945:
"Hoje ao me paramentar e encaminhar-me para o altar, vi a meu lado o Papa São Zeferino, cuja festa este dia celebramos. Não fiz caso. Ao Gloria, nas palavras: 'Suscipe deprecationem nostram' (aceitai os nossos rogos), surpreendeu-me o êxtase. Lado a lado com o Santo Papa, vi-me em presença da Santíssima Trindade e da querida Rainha da Companhia de Jesus, rodeada de uma legião de Santos Anjos. Nisso Nosso Senhor estendeu sobre mim sua mão e disse: 'Quero que sejas canonizado!' O Bom do Pai Celeste repetiu as mesmas palavras: 'Quero que sejas canonizado!' Da parte do amável Espírito Santo ressoaram as palavras, cujo eco me foi dado ouvir: 'Quero que sejas canonizado!' A carinhosa Mãe de Deus repetia o mesmo: 'Quero que sejas canonizado!' E os Santos Anjos em volta rejubilavam de alegria.
A mim, porém, esta revelação não trouxe nenhuma alegria. Prorrompi num rio de lágrimas e, reclinado sobre o altar, chorei, chorei largo tempo, chorei de vergonha, confusão e desamparo. Tive que aceitar tudo sem poder reagir.
Afinal pude continuar. As seguintes palavras vieram a propósito: 'Tu solus Sanctus, tu solus Dominus' (Só vós sois o Santo, só vós o Senhor). Ele opera o que lhe apraz e não pede o meu consentimento.
Após a Consagração, outra visão, na qual se repetiu a mesma cena. O Divino Salvador, o Pai Celeste, o Espírito Santo e Nossa Senhora declararam todos: 'Quero que sejas canonizado'. (...)
Estando já mais adiantada a Santa Missa, desapareceu o Santo Papa, ficando eu sozinho diante da Santíssima Trindade. Senti então primeiro, em volta de minha face, a luz da auréola de santidade, em seguida vi-me perante o trono de Deus revestido da auréola dos Santos.
Quando na hora da Comunhão segurava na mão a Santa Hóstia, depois do 'Domine, non sum dignus' (Senhor, eu não sou digno), entrei em êxtase e não pude prosseguir. Ouvi então uma vez mais, da boca do Menino Jesus, que eu tinha visivelmente diante de mim, a garantia: 'Quero que sejas canonizado'. Da legitimidade da visão não se pode duvidar. Deus me seja propício!" 
(BAUMANN, Pe. Fernando. Padre Reus - Grande Biografia, p. 208-209. São Leopoldo-RS. 1987.)

A Deus, que revelou ao seu Servo a sua vontade, louvor e glória hoje e sempre.
Que o exemplo deste grande religioso e sacerdote chegue a todo o Brasil. Quantos não o conhecem... Que o bom Deus atenda com generosidade as preces feitas pelos méritos de Pe. Reus. Que por sua intercessão Deus abençoe também todos os que amam com humildade a Sagrada Liturgia católica.
E é também pelos méritos deste santo que pedimos a Deus a santificação de nossos pastores e o dom de novos santos sacerdotes para a Igreja!

"Tenho para mim - e o escrevo também, porque o Sagrado Coração de Jesus o reclama - que minha vida só tem por finalidade mostrar o amor do Divino Amigo do Clero para com os sacerdotes e o lugar que lhes reserva em seu amorável Coração, esperando deles, em troca, sobretudo amor ardente que a tudo o mais supera" (Idem, p. 296).

Por Luís Augusto - membro da ARS

terça-feira, 17 de julho de 2012

Catálogo da CIM Paramentos, das irmãs de Campos-RJ

Pax et bonum!

Como o site do Instituto Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo, pertencente à Administração Apostólica São João Maria Vianney, tem estado fora do ar há algum tempo, resolvi digitalizar um catálogo que recebi hoje, pelo caríssimo seminarista Jorge Luís.
Nós recomendamos os paramentos feitos por estas irmãs. O trabalho é realmente belo e já adquirimos um conjunto fabricado por elas.
O catálogo, com os preços, foi digitalizado e está disponível aqui no Gloria.TV.
Divulguem e recomendem!

ERRATA: Embora tenhamos postado como "Irmãs de Campos-RJ", o Instituto, como se vê no catálogo, é de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. "Campos",  "Campos dos Goytacazes", serve-nos apenas como referência à Administração Apostólica S. João Maria Vianney.

Por Luís Augusto - membro da ARS

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pe. Reus mais próximo da beatificação!

Pax et bonum!

Aqui vai uma ótima notícia do Jornal VS neste mês de julho (datada de 04/07, quarta-feira passada), em que rezamos a Novena em honra do Servo de Deus Pe. João Baptista Reus, SJ (de 12 a 20 de julho, a oração pode ser vista aqui), que temos como um dos co-patronos da ARS.
Neste ano, 2012, comemoraremos os 65 anos da morte do Servo de Deus, ocorrida em 21/07/1947.


Estudo deixa processo de beatificação de Padre Reus mais perto

Ângela Virtuoso/Da Redação
Novo Hamburgo  - Passados 65 anos de sua morte, Padre Reus continua a fazer história. Ao longo desse período, conquistou milhares de fiéis, principalmente no Brasil, onde viveu mais da metade da vida, e teve seu nome levado ao Papa para reconhecimento de sua santidade. Um processo de beatificação e canonização foi, então, instalado entre 1953 e 1958, outorgando a ele o título de Servo de Deus. No entanto, a primeira fase foi concluída somente na manhã de ontem, em um tribunal eclesiástico, ocorrido a portas fechadas na casa episcopal da Diocese de Novo Hamburgo.
Na presença do padre Mark Lindeijer, enviado do Vaticano como representante do padre Anton Witwe, postulador da causa do Padre Reus; do vice-postulador, padre Guido Lawisch, também reitor do Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo; do bispo da Diocese de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel, e dos demais integrantes da Comissão Postuladora Diocesana, os quatros historiadores convidados Arthur Rambo, padre Inácio Spohr, Luiz Leite e Ângela Molin apresentaram o resultado de dois anos de estudo da vida do religioso. Foram cerca de três horas de reunião.
Além de entregarem relatórios individuais e um compilado de 30 páginas, o quarteto respondeu a 12 perguntas do Papa, trazidas por padre Mark Lindeijer. O representante de Roma saiu da sessão com um pilha de depoimentos e documento de mais de um metro de altura. "Agora, levarei o material para ser analisado por nove historiadores e seis teólogos do Vaticano a fim de se comprovar a fama de santidade do Padre Reus e suas virtudes, entre elas as de fé, esperança e amor", destaca padre Mark.

Biografia de Padre Reus

Nascido em 1868, na aldeia de Pottenstein, na Baviera, maior Estado da Alemanha, Johann Baptist Reus (João Batista Reus) era o oitavo filho de uma família de 11 irmãos. Na juventude, entrou para a Companhia de Jesus, ordenou-se padre, com 25 anos, e foi mandado para o Brasil, em 1900, sete anos depois. Passou por Rio Grande e Porto Alegre antes de chegar a São Leopoldo. No município, trabalhou como capelão do Colégio São José e lecionou Teologia no Colégio Cristo Rei. 
Ficou conhecido por ser místico: tinha muitas visões, principalmente durante as missas, dentre elas da Santíssima Trindade. Esses e outros eventos foram descritos e desenhados por ele e constam em seu diário. Padre Reus morreu em 1947, com 79 anos. Seu túmulo está localizado no Cemitério dos Jesuítas, no Santuário Sagrado Coração de Jesus e recebe a visita de milhares de devotos a cada ano.


Por Luís Augusto - membro da ARS

sábado, 7 de julho de 2012

"Afirmações errôneas sobre a Forma Extraordinária do Rito Romano", um pequeno estudo nos 5 anos do Summorum Pontificum

Pax et bonum!

Hoje, dia 07 de julho, a Carta Apostólica dada em forma de motu proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, completa 5 anos de publicação.
Nestes 5 anos muito aconteceu no orbe católico. De tantas coisas, somos gratos a Deus, de modo particular, por mais uma cidade com Missa na Forma Extraordinária estável no nordeste brasileiro: São Luís, no Maranhão. Recomendamos a todos que conheçam o blog Summorum Pontificum São Luís, que rezem pelos irmãos de lá e que agradeçam a Deus pelo interesse e perseverança do Fr. Valdo Nogueira, OFMConv, sacerdote que assiste os fiéis quanto à Forma Extraordinária. Bendito seja Deus!
Nosso Piauí, nossa Teresina, continuam deficientes, ainda constando entre os 3 dos 9 estados do nordeste que ainda não têm a Missa nesta Forma, mas estamos fazendo o possível em relação aos ensaios com um sacerdote de nossa Arquidiocese para não demoramos mais tanto a atender o desejo do Santo Padre de abrir o tesouro precioso da Liturgia Romana, em sua forma mais antiga, ao povo de Deus.
Neste dia, então, decidi publicar um modesto estudo que fizemos para um sacerdote, tratando de refutar algumas objeções levantadas contra o Usus Antiquior da Liturgia Romana, com foco na celebração do Santo Sacrifício. Certamente há outros estudos, artigos e livros bem mais densos e substanciosos, mas aqui vai nossa humilde colaboração.

O estudo foi estruturado conforme este índice:

1. A Forma Extraordinária do Rito Romano:
a. É contra o desejo da Santa Igreja
b. É um retrocesso pastoral de grande impacto
2. A Forma Extraordinária do Rito Romano:
a. É um anacronismo espiritual e litúrgico
b. É solicitada por intenções e motivações questionáveis
3. A Forma Extraordinária do Rito Romano:
a. É solicitada por modismo momentâneo
b. Oculta um verdadeiro ódio ao Concílio Ecumênico Vaticano II
4. A Forma Extraordinária do Rito Romano:
a. Traz uma teologia diferente da teologia da Missa na Forma Ordinária, onde o sacerdote preside a assembleia, enquanto é esta, povo sacerdotal, quem celebra
b. Faz com que seja o sacerdote o celebrante, enquanto o povo assiste indiferente
5. A Forma Extraordinária do Rito Romano:
a. Não possui a Concelebração Eucarística, que foi grande novidade do Concílio Vaticano II
b. Não reflete uma Eclesiologia de Comunhão
c. Não apresenta o sacerdócio comum dos fiéis, que permite ao povo não apenas assistir, mas celebrar o sacrifício com o sacerdote


As objeções foram indicadas pelo presbítero a quem este estudo foi dirigido e referem-se a questionamentos de outros colegas de presbitério. Apenas tentamos organizá-las em itens.
Que neste aniversário do Summorum Pontificum, o Santo Padre e, com ele, milhares de fiéis pelo mundo afora, regozijem em santa alegria, pelo dom da continuidade e pelo senso da eternidade, na vida da Igreja.
Que muitos mais se santifiquem através desta Forma Litúrgica, cuja permanência e estabilidade ao longo dos séculos nos ajudam a lutar contra os modismos e fabricações efêmeras do cotidiano.
Mais uma vez entregamos o êxito dos grupos de fiéis à intercessão do Servo de Deus Pe. João Batista Reus e pedimos àqueles que já podem, com regularidade, participar desta Missa em sua cidade ou estado, orações pela Arquidiocese de Teresina.
Obrigado, Santo Padre!

Para acessar nosso estudo e baixá-lo em pdf, clique aqui (Gloria.tv).

Deus eterno e todo-poderoso, que no seio da Igreja Católica fizestes desenvolver-se organicamente o Rito Romano, para a celebração sóbria e solene dos vossos Sagrados Mistérios, em simplicidade e temor, concedei, nós vos suplicamos, aos fiéis que esperam e desejam, a celebração dos mesmos Mistérios segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano, e fazei que tal precioso tesouro seja reconhecido e venerado por pastores e fiéis. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

D. Adalberto da Silva, em 01/07/12 - Preciosíssimo Sangue de Cristo, em Fortaleza-CE
Fr. Valdo Nogueira, em 24/06/12 - Natividade de São João Batista, em São Luís-MA
Por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 6 de julho de 2012

"Obediência ao sacerdote", por Pe. Edward McNamara


Pax et bonum!

Segue mais uma tradução nossa de uma resposta dada pelo Pe. Edward McNamara, Legionário de Cristo e professor de Liturgia na Pontifícia Universidade Regina Apostolorum, em Roma, em sua coluna do "The Anchor", semanário oficial da Diocese de Fall River. 
Os negritos são nossos.

Questão: Numa certa igreja no estado de Nova Iorque, um padre disse aos paroquianos que eles não podiam ajoelhar-se durante a consagração. Ele também disse que eles não podiam rezar o rosário diante do Santíssimo Sacramento. A dúvida que temos diz respeito à obediência. Os leigos estão obrigados a obedecer ao padre quando se toca em práticas litúrgicas ou devocionais? É pecado não obedecer as ordens do padre? — M.A.E., Rochester, Nova Iorque. 

Resposta: Aqui há várias questões e vários níveis de obediência. 
Antes de tudo, o sacerdote e os fiéis devem obediência a Cristo e à sua Igreja em matéria de fé, moral e disciplina litúrgica.
Nem o padre nem os fiéis são senhores e mestres da liturgia, mas devem recebê-la com um dom pelo qual, pela participação ativa e consciente, eles entram em comunhão com Cristo e com a Igreja, e recebem o benefício do aumento da graça.
Esta obediência fundamental da assembleia a Cristo e à Igreja é a base para as outras formas de obediência mútua na assembleia. De uma forma, o sacerdote deve obediência aos fiéis, dado que ele tem uma solene missão de levá-los à oração e ao culto conforme a intenção da Igreja. E os fiéis têm um direito e um dever correspondentes de rezar e adorar em comunhão com a Igreja universal.
Isto também leva a um entendimento apropriado da obediência dos fiéis ao seu pastor. Eles deveriam ser dóceis em aceitar seu direcionamento em tudo aquilo que se refere à intenção da Igreja.
Assim, com respeito à liturgia, o sacerdote é chamado a conduzir os fiéis no culto litúrgico da Igreja. Os fiéis, por vez, têm uma obrigação de obedecê-lo enquanto sua condução corresponde à intenção da Igreja, expressa nos livros litúrgicos ou nas disposições da legítima autoridade da Igreja.
Com respeito aos atos de devoção particular, o padre, como professor/instrutor, é chamado a guiar os fiéis a uma vida espiritual sólida. Nisto ele pode, às vezes, ser obrigado a preveni-los contra certas práticas devocionais que se desviam da sã doutrina ou que são propensas a confundir o seu rebanho acerca da prioridade da vida sacramental.
Em alguns casos graves o sacerdote deverá até mesmo proibir o uso da igreja como local de manifestação pública de devoções problemáticas. Levando a cabo estas atitudes ele deve sempre ser guiado pela sã doutrina da Igreja e não por suas preferências espirituais pessoais.
Como dito, a obediência dos fiéis ao sacerdote existe em virtude da comunhão com a Igreja e consequentemente eles não têm obrigação de obedecer a um sacerdote que lhes diz para fazer ou omitir atos contrários às normas da Igreja, pois fazendo isto ele falha em cumprir sua missão de conduzir na comunhão.
Os fiéis também são livres para praticar qualquer exercício devocional que esteja em conformidade com a sã doutrina e com as normas da Igreja.
Todavia, os fiéis deveriam sempre ter uma presunção em favor da retidão das diretivas do sacerdote em matéria litúrgica e espiritual, e deveriam evitar o perigo de deixar as suspeitas reinarem em sua vida espiritual. Se eles têm uma dúvida positiva a respeito de algum assunto em particular, a atitude inicial deveria ser sempre a de um diálogo na caridade em busca de uma compreensão mútua.
Certamente, e não somente no mundo desenvolvido, passaram os dias em que um sacerdote era a fonte exclusiva de informação doutrinal. Hoje, católicos bem formados podem encontrar por si mesmos o que a Igreja ensina ou regula sobre qualquer tópico.
Este conhecimento extra deveria ser uma ajuda para a mútua compreensão, mais do que uma arma de discordância e a atitude deveria ser sempre uma de construção, mais do que de confronto.
Às vezes uma diretiva aparentemente errônea pode ser justificada por circunstâncias contextuais não percebidas logo e, numa atitude de mútua caridade, o sacerdote deve estar disposto a explicar as motivações por trás de suas ações e os fiéis estejam dispostos a ponderar cuidadosamente o que ele tem a dizer.
Se necessário, todos devem estar dispostos a solicitar ao bispo que esclareça a situação. Para alguns isto pode parecer excessivamente otimista, mas o antigo hino nos recorda: “Ubi caritas est vera, Deus ibi est” — Onde o amor e a caridade, Deus aí está.
Agora, ai, temos que chegar no âmago da primeira parte questão.
A diretiva dada pelo sacerdote de não se ajoelhar durante a consagração é errônea se tomada como uma regra geral. As normas para o gesto de ajoelhar-se nos Estados Unidos estão postas na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 43:
“Nas dioceses dos Estados Unidos da América, eles (os fiéis) devem ajoelhar-se do começo do canto ou recitação do Sanctus até o Amen da Oração Eucarística, exceto ocasionalmente por questão de saúde, falta de espaço, o grande número de presentes, ou alguma outra boa razão. Aqueles que não se ajoelham devem fazer uma inclinação profunda quando o sacerdote fizer genuflexão depois da consagração. Os fiéis se ajoelhem depois do Agnus Dei a menos que o bispo diocesano determine outra coisa.”
O debate na conferência dos bispos sobre a fórmula desta adaptação, especialmente com a inserção da expressão “ocasionalmente”, deixou claro que os bispos queriam prevenir a exceção de tornar-se permissão encoberta para se proibir o ajoelhar-se.
Assim, a menos que uma boa razão particular leve o sacerdote a indicar que as pessoas não se ajoelhem naquela ocasião, e especialmente se ele tiver indicado uma norma estável para a paróquia, então ele foi além de sua autoridade.
De modo semelhante, não há lei alguma proibindo o rosário diante do Santíssimo Sacramento. De fato, a Santa Sé especificamente o permitiu numa resposta oficial a uma dúvida, publicada em 15 de janeiro de 1997. [N.T: Mais clara e mais acessível que esta resposta da Santa Sé, nesta questão, é a Instrução Redemptionis Sacramentum, que diz no n. 137: "A exposição da Santíssima Eucaristia seja feita sempre como se prescreve nos livros litúrgicos. Além disso, não se exclua a reza do rosário, admirável 'em sua simplicidade e em sua profundidade', diante da eucarística encerrada no sacrário ou do santíssimo Sacramento exposto. Sem dúvida, especialmente quando se fez a exposição, evidencie-se o caráter, nesta oração, de contemplação dos mistérios da vida de Cristo Redentor e dos desígnios salvíficos do Pai onipotente, sobretudo utilizando leituras tiradas da sagrada Escritura".]
O documento estabeleceu que o Santíssimo Sacramento não deve ser exposto apenas para se rezar o rosário. Mas permitiu ao rosário estar entre as orações feitas durante a adoração.
Enquanto não há nenhuma proibição a princípio, alguém poderia supor que circunstâncias específicas poderiam induzir o pastor a não permitir a recitação pública do rosário diante do Santíssimo Sacramento. Em tais (suponho raras) ocorrências, ele estaria agindo dentro de seus direitos e deveres como guia espiritual.
Ele não teria autoridade, todavia, de proibir os fiéis de rezarem o rosário privadamente, diante do Santíssimo Sacramento.


Tradução por Luís Augusto - membro da ARS