sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Fotos da Missa do dia 20/01 - 8 anos da ARS, com Pe. Jorge Luís

Pax et bonum!
Salve Maria!

No último dia 20 rendemos culto ao único e verdadeiro Deus pelo oitavo aniversário de nossa Associação Redemptionis Sacramentum, grupo de fiéis criado em 14/01/2009, sob o impulso do pontificado do Papa Emérito Bento XVI e do Motu Proprio Summorum Pontificum, para fazer eco às palavras de Santo Irineu de Lião: "É preciso amar com extremo amor tudo que é da Igreja", mas especificamente no contexto da Sagrada Liturgia, procurando guardar e fomentar um "espírito litúrgico" que, segundo os dizeres do Servo de Deus Pe. João Baptista Reus, SJ, nosso patrono, "consiste em estudar, estimar, explicar, promover e defender a Liturgia".
É possível que grande parte dos que estiveram conosco nesta Santa Missa nunca tenham participado de uma celebração na Forma Extraordinária do Rito Romano. Pois bem, em ambas as formas, e mesmo em todos os ritos, quer ocidentais quer orientais, não obstante as grande e pequenas diferenças, a intenção da Santa Missa é a mesma: unirmo-nos ao Senhor Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, e nos oferecermos, como seus membros, em sacrifício a Deus Pai: sacrifício de louvor e adoração, sacrifício de ação de graças, sacrifício de propiciação pelos pecados e sacrifício de impetração em que pedimos as graças que nos são necessárias. Sim, tudo isto devemos fazer hoje e sempre com Jesus Cristo Eucarístico, nosso Mediador e Sumo e Eterno Sacerdote, em toda Missa.
Mais do que ouvir e entender, mais do que acompanhar e ler, imolemos nosso coração no altar do Senhor, nesta adoração à Santíssima Trindade.
Agradecemos ao Revmo. Pe. Jorge Luís e ao seio eclesiástico ao qual pertence: a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, pela graça do apoio, da oração, da visita e desta celebração. A Associação Redemptionis Sacramentum o mantém em suas orações.
Pedimos a todos os que estiveram presentes, ou ao menos que desejaram estar, que roguem conosco a Deus para que sejam suscitados mais sacerdotes em nossa Arquidiocese que possam celebrar a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, a fim de atender aos pedidos dos fiéis que a desejam, abrindo-lhes, assim, como diz a Santa Sé, este "tesouro precioso a ser conservado".








2007 - 2017: 10 anos para nada?

Pax et bonum!
Salve Maria!

Segue abaixo uma tradução nossa de uma das cartas do recomendado Paix Liturgique. Esta carta saiu em francês sob o número 576, publicada no dia 03/01 deste ano.
Nela há dados interessantes sobre a aplicação do Summorum Pontificum na França e o cansaço que certas situações têm causado nos fiéis, o que nos parece não ser algo exclusivo do país de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O título fala por si só e leva a uma necessária reflexão: enfim, o que se ganhou nestes 10 anos?
Nossa tradução livre e não oficial está sendo publicada aqui com permissão de Paix Liturgique concedida no dia 22/01 por email.


***

O ano de 2017 marcará o décimo aniversário do motu proprio Summorum Pontificum de 7 de julho de 2007. O texto de Bento XVI, que entrou em vigor no dia 14 de setembro seguinte, dizia que o missal tradicional nunca foi abrogado e instaurava, ao menos teoricamente, um regime de liberdade quanto à celebração da antiga liturgia.
Teoricamente...
Com efeito, e sem negar a importância e o alcance do texto, que consideravelmente fez mudar os rumos e as mentalidades - e pelo que não cessamos de render graças -, é preciso constatar que na prática ele ainda não pôde atender às expectativas dos fiéis.
O objetivo da presente carta não é fazer um balanço do motu proprio, mas de tentar compreender por que, dez anos depois de Summorum Pontificum (SP), a situação francesa (N.T. e por que não dizer brasileira também e, quiçá, mundial?) parece relativamente congelada e não progride a não ser muito timidamente?

I - Uma triste constatação

"Não temos registros atuais; não há mais pedidos de missas relativas ao motu proprio com problemas nas dioceses francesas", pode-se ouvir hoje em dia nos escritórios da comissão Ecclesia Dei em Roma. Factualmente, isso está perfeitamente exato.
Contudo, isto quer dizer que não há mais problema litúrgico na França? Que tudo vai bem numa Igreja ansiosa por responder às aspirações litúrgicas de todos os seus fiéis? Não, na verdade os fiéis que pedem simplesmente acabaram por cansar-se.
Os meses que se seguiram à entrada em vigor do motu proprio de 2007 viram numerosas esperanças se manifestarem e múltiplos grupos de fiéis se dirigirem filialmente aos seus pastores para se beneficiar do tesouro que lhes oferecia teoricamente o texto pontifício. Certamente, excelentes resultados foram obtidos. Algumas paróquias abriram-se honestamente à liturgia tradicional (e continuam a fazê-lo até hoje). Outras, porém, fizeram-no traindo o espírito e a letra do motu proprio. Mas a grande maioria, ai!, permanece surda aos pedidos formulados pelas famílias. De tal modo que, no correr dos meses e anos, novos pedidos paroquiais tornaram-se mais e mais raros.
Esta falta de expressão de novos pedidos explica-se pela resignação dos fiéis, que compreenderam que a maioria dos bispos e dos padres não desejaria a paz litúrgica e faria tudo para privar de seu efeito o motu proprio de Bento XVI.
Má fé, manipulações grosseiras, calúnias e mentiras, nenhuma arma foi negligenciada por aqueles que deveriam ser os artesãos da unidade litúrgica (cf. SP Art. 5-§ 1).
Segundo os casos, respondem aos fiéis que pedem: "Vocês não são da paróquia" ou "Já existe uma celebração na diocese e o bispo julga que não é necessário criar outra" ou ainda "Falaremos com o conselho paroquial que estudará o pedido de vocês, daremos um retorno em seis meses". Utiliza-se também o argumento do número. Às vezes os fiéis não eram tão numerosos, enquanto noutros lugares, como em Vaucresson na diocese de Nanterre, eram muitos e foram acusados de pôr em perigo o equilíbrio paroquial.
Um sacerdote benevolente, mas em fim de mandato, explicava aos fiéis que pediam, que era melhor "aguardar a chegada do [seu] sucessor", enquanto o que chegava pedia a eles que "deixassem o tempo para ele se instalar", etc, etc.
Resumindo, o essencial das reações eclesiásticas, sob o cajado das autoridades episcopais, foi organizar o freio e a recusa, manter o apartheid litúrgico e desanimar os mais decididos fiéis. Naturalmente, e nossas cartas fornecem provas abundantes (certos leitores criticam-nos dizendo que somos muito otimistas!), existem belas exceções diocesanas e paroquiais. Mas, no passar de uma década, elas constituem sempre exceções a uma regra que permanece sendo a negação.
O povo fiel tem consciência. Já faz um bom tempo que ele compreendeu que a vontade de "chegar às periferias" ou de "acolher a diferença" não passava de um encantamento usado na mídia e que não era linha de conduta para uso intra-eclesial.

II - No entanto...

Nem tudo é negativo no negativo. O motu proprio de 2007 tem pelo menos o mérito de permitir ao motu proprio de 1988 (Ecclesia Dei) começar a ser melhor e mais aplicado. Com efeito, enquanto o artesão do Summorum Pontificum é teoricamente o padre da paróquia, o tratamento dos pedidos tem sido, na prática e contrariando o espírito e a letra do motu proprio de 2007, quase sempre decidido no nível episcopal, como mandava o Ecclesia Dei há uns quase 30 anos atrás. Isto provavelmente é o que os bispos chamam de "viver com o seu tempo"...
Resta que, se os bispos desejassem realmente a paz litúrgica, eles teriam há muito tempo feito com que de alguma forma os fiéis tivesse concretamente acesso a esta forma de celebração pelo menos nas catedrais e nas igrejas mais centrais, num primeiro momento. Eles teriam feito da liturgia tradicional um tesouro acessível a qualquer católico que o quisesse e não mais uma peça de museu reservada aos fiéis que escolheram deixar suas paróquias por lugares de culto próximos a reservas indígenas.
Neste ano do décimo aniversário do motu proprio Summorum Pontificum queremos recordar que segundo as múltiplas sondagens realizadas por organismos profissionais e independentes entre 2008 e 2011, pelo menos 1 a cada 3 católicos franceses praticantes participaria ao menos uma vez por mês da celebração da forma extraordinária do rito romano se fosse proposta em sua paróquia.
Estas estatísticas, verificadas no tempo, no espaço e em diferentes institutos de sondagem solicitados, jamais foram levadas em conta, nem mesmo debatidas pela hierarquia católica. 
A omertà (N.T. termo napolitano que designa o voto de silêncio dos membros da máfia) organizada sobre os estudos científicos e a recusa de toda discussão sobre os dados estatísticos falam muito sobre os preconceitos litúrgicos que continuam a reinar na França. E se as pesquisas de opinião assustam os bispos - que anseiam por elas quando se trata de assuntos políticos -, por que não considerar a realidade das missas dominicais?
Por toda parte em que a experiência Summorum Pontificum tem sido tentada honestamente, a um ritmo dominical/semanal e num horário familiar, por um padre benevolente, ela tem sido um sucesso e em nada esvaziou o lugar de culto vizinho. Não mais que os bancos das capelas da Fraternidade São Pio X.
Neste início de 2017, fazemos um voto para que a nova geração de sacerdotes que se levanta, que não tem as olheiras ideológicas dos mais velhos, aplique honestamente e com liberdade de espírito o motu proprio de Bento XVI, sob o cuidado de bispos finalmente prontos para dar prova de realismo, se não de benevolência, pastoral. É tempo de aceitar a realidade tal qual é, a saber: que em cada paróquia francesa, uma parte consistente de fiéis participaria de boa vontade na forma extraordinária do rito romano se a ocasião lhe fosse oferecida pelo pároco.
O resto não passa de langue de buis (N.T. entendo que seja o mesmo que "langue de bois", expressão que designa conversa fiada, politicamente correta, confusa ou dúbia para distorcer uma realidade; palavrório).

Traduzido por Luís Augusto - membro da ARS

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

8 anos da ARS e Missa na Forma Extraordinária (20/01 - sexta-feira)

Pax et bonum!
Salve Maria!

No último dia 14 (sábado) nossa Associação Redemptionis Sacramentum completou 8 anos de existência, em meio a idas e vindas, quedas e reerguimentos, vitórias e derrotas.
Seguimos, com nossas dificuldades, desejando cultivar e difundir um genuíno espírito litúrgico, seja na vida de cada membro ou amigo da ARS, seja nas ações que fizemos ou faremos enquanto grupo. Este "espírito litúrgico", conforme o Servo de Deus Pe. João Baptista Reus, SJ, a quem escolhemos como patrono, "consiste em estudar, estimar, explicar, promover e defender a Liturgia" e resume bem os objetivos de nossos trabalhos.
Pois bem, aproveitando o último dia de permanência do muito estimado Pe. Jorge Luís (da Administração Apostólica Pessoa São João Maria Vianney) aqui em Teresina-PI, e para render graças pelos 8 anos da ARS, teremos a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano nesta sexta-feira (dia 20), às 19h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo (Rua Rui Barbosa, entre as praças Marechal Deodoro da Fonseca ou "Praça da Bandeira" e a Praça Rio Branco, no centro da cidade).
Convidamos você e sua família para rezarem conosco e se oferecerem a Deus - o que se deve fazer em toda Missa - nesta ocasião especial.
A Missa será votiva em honra do único e verdadeiro Deus, a Santíssima Trindade, acrescida das orações da missa pro gratiarum actione (em ação de graças).
Compartilhe a notícia/convite com seus amigos.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Ordo dominical para 2017

Pax et bonum!
Feliz Natal!
Feliz ano novo!

Nossos amigos de Recife publicaram o Ordo (equivalente a um breve diretório litúrgico) dominical contendo as indicações litúrgicas para os domingos do ano de 2017, para as celebrações na Forma Extraordinária do Rito Romano.
Confira nos links abaixo:
Trata-se de um subsídio bastante útil, seja para sacerdotes, coroinhas, cantores e demais fiéis que participam das celebrações.

Atenção: Missa na Forma Extraordinária em Caxias-MA (12/01)

Pax et bonum!
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!

O muito estimado Pe. Jorge Luís, ainda próximo a nós, celebrará a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano em Caxias-MA, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade.
Aos amigos teresinenses, timonenses, caxienses e de outras cidades próximas, fica o convite para conhecerem o uso mais antigo do Rito Romano, oportunidade infelizmente ainda rara para esta região.
Você ainda não conhece a Missa na Forma Extraordinária? Quer aprender um pouco mais sobre as partes da Missa e como participar interiormente de cada uma delas? Acesse este documentário e aproveite. 
Veja também algumas perguntas e respostas sobre a promoção da Missa na Forma Extraordinária.


Para chegar à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, confira a localização abaixo:

Um início de ano extraordinário!

Pax et bonum!
Feliz e santo natal!
Feliz ano novo!

Na primeira postagem de 2017 queremos falar sobre o bom início que tivemos aqui em Teresina-PI.
Já falamos que foi ordenado, em dezembro do ano passado, nosso amigo, o agora Pe. Jorge Luís Conceição da Silva.
Pois bem, alguns dias depois de ordenado ele veio a Teresina, para depois partir para a cidade de seus familiares.
Aqui em Teresina ele celebrou Missa Cantada no domingo passado, às 18h, na Igreja Nossa Senhora do Amparo (mais um vez, como nas outras, obrigado Pe. José de Pinho, pároco).
Lamentamos o fato de não termos feito maior publicidade. Na verdade, ela teve um caráter pouco público, se assim podemos dizer. Não por imposição de ninguém. A maioria dos fiéis presentes era da Associação Redemptionis Sacramentum e do Apostolado Alma Redemptoris Mater, grupo irmão nosso que tem feito um belo trabalho de difusão da consagração a Jesus por Maria, segundo o método de São Luís, e que tem levado a muitas pessoas um sadio espírito católico, neste momento em que nós, da ARS, já há alguns meses, temos encontrado dificuldades para nos mantermos concretamente "vivos". Deus providencia e, com a ajuda da Santíssima Virgem, o Senhor não deixa faltar o "vinho bom". Também amigos e conhecidos com os quais os primeiros entraram em contato.
A Missa foi a do Domingo da Oitava do Natal, Circuncisão do Senhor.
Somos gratos ao bom Deus pela perseverança, pela vocação e pela presença do Pe. Jorge.
Que bom ter iniciado o novo ano com a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano!